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Gestor escolhido para nova administração da Oi renuncia ao cargo

REUTERS/Ricardo Moraes/
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Marcos Duarte Santos decidiu não permanecer no cargo que já desempenhava por "ordem pessoal e profissional".

Um dos eleitos para o novo Conselho de Administração da Oi, Marcos Duarte Santos, decidiu não permanecer no cargo que já desempenhava por “ordem pessoal e profissional”, pelo que a companhia terá de encontrar um substituto.

Em comunicado enviado ao mercado no Brasil, a Oi indicou que “o presidente do Conselho de Administração da companhia recebeu correspondência do sr. Marcos Duarte Santos, informando que, por razões supervenientes de ordem pessoal e profissional, não tomará posse no cargo de membro do novo Conselho de Administração da Oi, cuja eleição foi ratificada em assembleia-geral extraordinária realizada em 17 de setembro de 2018”.

Explicando que a companhia “oportunamente” encontrará um substituto, a Oi “expressa o mais profundo agradecimento” a Marcos Duarte Santos pela “dedicação durante seu mandato como membro do Conselho de Administração, reconhecendo as contribuições e resultados significativos atingidos, em particular no processo de recuperação judicial”.

Na semana passada, os acionistas da operadora brasileira Oi, na qual a portuguesa Pharol é acionista, elegeram um novo Conselho de Administração, presidido pelo economista e ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social Eleazar de Carvalho Filho.

Segundo a ata da assembleia-geral extraordinária, enviada pela Pharol ao mercado, o novo Conselho de Administração da Oi conta com 11 membros — cinco novos e seis reconduzidos — e tem um mandato de dois anos.

O até agora presidente do Conselho de Administração da Oi, José Mauro da Cunha, permanece na administração, que integra ainda Henrique José Fernandes Luz, Marcos Bastos Rocha, Marcos Grodetzky, Maria Helena dos Santos Fernandes de Santana, Paulino do Rego Barros Jr, Rodrigo Modesto de Abreu, Ricardo Reisen de Pinho e Wallim Cruz de Vasconcellos Junior.

O outro administrador era Marcos Duarte Santos.

Os acionistas da Oi aprovaram ainda, naquele encontro, o aumento do capital social da companhia, com a consequente alteração do estatuto social, como previsto no Plano de Recuperação Judicial da empresa.

A Oi está num processo de recuperação judicial desde 2016 com o objetivo de reduzir o passivo, que ronda os 65,4 mil milhões de reais (cerca de 13,4 mil milhões de euros).

A Pharol (ex-Portugal Telecom) era a principal acionista daquela companhia, detendo 27,18% através da sua subsidiária Bratel, mas, com o Plano de Recuperação Judicial da Oi, passou a ter menos de 8% por ter optado não por participar na recapitalização da operadora mediante conversão de dívida.

Esse Plano de Recuperação Judicial propõe-se, assim, a reduzir o passivo da companhia brasileira, através da conversão de 72,12% da dívida suportada pelos credores, aos quais serão concedidos direitos sobre a empresa.

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