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Ghosn é acusado de ocultar rendimentos. Pena pode chegar aos 10 anos

Carlos Ghosn, antigo chairman e CEO da Nissan. REUTERS/Regis Duvignau
Carlos Ghosn, antigo chairman e CEO da Nissan. REUTERS/Regis Duvignau

O Ministério Público acusa também a Nissan, uma vez que foi a empresa a apresentar os relatórios às autoridades.

O Ministério Público japonês acusou oficialmente o antigo presidente da Nissan, Carlos Ghosn, de ocultar rendimentos da empresa durante um período de cinco anos, informou, esta segunda-feira, a agência oficial Kyodo.

De acordo com a agência e o canal NHK, o Ministério Público responsabiliza ainda a Nissan, uma vez que foi a empresa a apresentar os relatórios financeiros às autoridades.

Ghosn, detido em Tóquio há três semanas, foi entretanto demitido como presidente da Nissan e também das mesmas funções na empresa japonesa Mitsubishi. Além de Ghosn foi também detido o seu principal colaborador, o norte-americano Greg Kelly.

Uma investigação interna da Nissan, promovida por um informador, alegou ainda que Ghosn havia feito uso pessoal dos fundos da empresa, revela o Financial Times. A Comissão de Segurança japonesa revelou que pediu ao Ministério Público que apresentasse queixas contra Ghosn e Kelly por alegada falsificação de relatórios financeiros durante aquele período.

A ser considerado culpado, o ex-presidente da Nissan pode ser condenado a 10 anos de prisão e ao pagamento de uma multa de 10 milhões de ienes (aproximadamente 80 mil euros). A multa da Nissan pode chegar aos 700 milhões de ienes (cerca de 5,45 milhões de euros).

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