Turismo

Gigante têxtil expande rede de hotéis em Portugal e no Brasil

André Ferreira, administrador, está a olhar para a Europa. Fotografia:: Cristiana Milhão/Global Imagens
André Ferreira, administrador, está a olhar para a Europa. Fotografia:: Cristiana Milhão/Global Imagens

A Endutex Hotéis, que detém a marca hoteleira Moov, vai abrir o seu primeiro hotel em Lisboa ainda neste ano. Os planos são de crescimento

O grupo têxtil Endutex prepara-se para abrir em Lisboa os seus primeiros hotéis Moov, marca hoteleira lançada em 2011 num conceito que combina baixo preço e localização central. A rede já marca presença no Porto (duas unidades) e em Évora (uma). Em simultâneo, está também a reforçar presença no Brasil, onde já explora um espaço em Curitiba, e a estudar oportunidades de expansão na Europa. Os investimentos em curso ultrapassam os 25 milhões de euros e integram também a aposta em apartamentos turísticos na Invicta.

Até ao final do ano, entrará em operação o Moov Oeiras, um hotel com 115 quartos e cujo investimento ascende a seis milhões de euros, revelou André Ferreira, administrador da Endutex Hotéis. A arrancar está o Moov Parque das Nações, que será a maior unidade do grupo, com 180 quartos, e que irá implicar um dispêndio de dez milhões a concluir até meados de 2020. Em perspetiva está a construção de mais um hotel em Matosinhos, que se encontra em fase de licenciamento, com 112 quartos e, numa fase mais precoce, a expansão para Guimarães (já foi adquirido terreno) e Braga.

André Ferreira admite que gostava de reforçar ainda mais a presença em Lisboa, mas enquanto não surgirem novas oportunidades está a sondar a internacionalização da marca Moov para Espanha, Alemanha e Polónia. “Queremos instalar-nos em países com mais escala, para não enfrentarmos situações como em Portugal, onde não existem muitas oportunidades” para o desenvolvimento deste conceito hoteleiro, afirmou.

Por isso, a Endutex Hotéis vai fazer a sua estreia nos apartamentos turísticos. Como adiantou o gestor, “temos dificuldade em acomodar famílias nos nossos hotéis e entendemos que há mercado para outros conceitos”. O grupo adquiriu um edifício de escritórios junto à rotunda da Boavista, no Porto, e vai transformá-lo em apartamentos para arrendar a turistas. “É uma ramificação da marca Moov, que terá uma estrutura profissional e irá responder à procura por este segmento de hospedagem”, justificou. O investimento ronda os 3,5 milhões.

Consolidar no Brasil
Depois da abertura do Moov Curitiba, no fim de 2018, o grupo está agora centrado na construção de um hotel de 156 quartos em Portalegre, Brasil, num investimento da ordem dos 6,8 milhões, que deverá estar concluído no final do próximo ano. Entretanto, já fechou negócio para a edificação de uma unidade em São Paulo e tem mais três localizações de cidade em negociação. A situação económica e política do Brasil não perturba os planos da Endutex Hotéis.

“O grupo tem presença industrial no Brasil há 20 anos, conhecemos bem o mercado e os projetos hoteleiros não são de curto prazo”, justificou André Ferreira. O país “está numa situação de baixa de ciclo, mas também nos demos bem a investir em Portugal quando estava em crise”, disse. E acrescentou: “Aqui em Portugal já estamos a ver cidades secundárias. No Brasil, só as capitais de Estado são muitas mais. O mercado interno é muito forte e vai permitir consolidarmos a marca.”

Especialista em têxteis técnicos
O grupo Endutex afirma-se como um dos maiores produtores mundiais de têxteis técnicos revestidos, detendo unidades industriais em Portugal (Santo Tirso, sede do grupo) e no Brasil, e filiais em Espanha, Alemanha, Polónia, República Checa, Hungria e EUA. Foi fundado em 1970 e especializou-se em têxteis técnicos para áreas como a arquitetura têxtil, automóvel, vestuário de proteção ou têxteis lar. Emprega mais de 600 pessoas e exporta 85% da produção. Nos últimos anos diversificou os negócios, investindo nos setores da hotelaria e imobiliário. A faturação consolidada ultrapassa os cem milhões de euros.

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