Turismo

Gigantes dos cruzeiros investem em ilhas privadas

Foto: DR
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Companhias de cruzeiros e hotéis investem em locais paradisíacos para cativar clientes. A MSC é a mais recente proprietária de uma ilha privada.

Se é uma ilha privada que quer comprar quando ganhar no Euromilhões, é melhor despachar-se a acertar nos números vencedores. Cada vez mais empresas turísticas e de cruzeiros optam por adquirir direitos de paraísos privados para usufruto dos seus clientes.

Quase sete mil pessoas vão estrear o MSC Seaside, em dezembro de 2017, numa viagem inaugural que será também a primeira a escalar a primeira ilha privada da companhia de cruzeiros italiana. O paraíso deserto nas Bahamas, agora batizado de Ocean Cay MSC, foi arrendado por 100 anos e receberá um investimento de 200 milhões de dólares (180 milhões de euros) que o transformará num resort de luxo. Com seis praias, a ilha terá um anfiteatro para duas mil pessoas, restaurantes, bares, uma vila com lojas, estruturas de lazer e caminhos pavimentados, além do cais para os transatlânticos da MSC, cujas obras deverão iniciar-se no próximo mês.

Há poucos meses, a cadeia hoteleira espanhola RIU, atualmente detida pelo grupo alemão TUI, anunciou também a aquisição das ilhas de Kedhigandu e de Maafushi, nas Maldivas, onde irá investir 140 milhões de euros para construir dois complexos hoteleiros com um total de 422 quartos, unidos por um passadiço de madeira.

A Norwegian Cruise Lines foi a primeira a adquirir uma ilha nas Bahamas (Great Stirrup Cay), que transformou em paraíso para desportos naúticos e mergulho. A norte-americana Royal Caribbean seguiu-se-lhe, em 1981, arrendando uma parte do Haiti (Labadee), onde uma dupla vedação garante que os turistas não serão incomodados pelos locais. A empresa repetiu o empreendimento, em 1990, em Coco Bay, a meias com outra companhia de cruzeiros, a Celebrity Cruises. Atenta às rivais, a Pricess Cruises investiu, em 1992, na Princess Cays. Em 1996, a Holland America Line comprou a Half Moon Cay por seis milhões de dólares e investiu em atividades que preservam o santuário de vida selvagem. Até a Disney entrou no negócio: em 1997, arrendou a ilha de Castaway Cay para construir um “paraíso para as famílias” onde, ao contrário das restantes, os residentes locais trabalham no resort.

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