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Goldman Sachs prevê trimestre “sólido” para a Jerónimo Martins

Jerónimo Martins SGPS SA

Banco de investimento estima receitas de 4,7 mil milhões de euros e um EBITDA de 288 milhões de euros, no terceiro trimestre de 2019.

“Prevemos outro trimestre sólido para a Jerónimo Martins”, indicam as previsões do Goldman Sachs para o grupo dono do Pingo Doce. A Jerónimo Martins vai apresentar os resultados do terceiro trimestre a 23 de outubro, após o fecho dos mercados.

Na nota de research do Goldman Sachs para a Jerónimo Martins, estima-se receitas de 4,7 mil milhões de euros e um EBITDA (resultado antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) de 288 milhões de euros, no terceiro trimestre de 2019, tendo a Biedronka um grande peso nos resultados do grupo.

As previsões indicam que a Biedronka – cadeia de supermercados na Polónia detida pela Jerónimo Martins – irá registar um forte crescimento das vendas (6,6%) e registar um EBITDA de 236 milhões de euros.

O banco de investimento norte-americano teve em conta a recente redução da inflação nos alimentos e bebidas na Polónia. Mas, mesmo assim, continua a considerar o grupo português como “um dos retalhistas mais bem posicionados na nossa cobertura, em termos de modelo operacional, posicionamento da indústria e cenário macro.”

Em Portugal, a previsão para o crescimento das vendas é de 1%.

Um dos riscos que o banco de investimento aponta prende-se com um imposto sobre o retalho na Polónia. Em maio de 2019, o Tribunal Geral da União Europeia invalidou a decisão da Comissão Europeia (CE) de suspender um imposto de retalho polaco. Embora a CE tenha recorrido ao Tribunal Geral em relação ao seu veredicto, sob a decisão mais recente, a Polónia poderá implementar a tributação proposta em 2016, mas ainda não foram feitos quaisquer anúncios.

De acordo com as propostas originais estabelecidas em 2016 (que a CE suspendeu), as empresas que operam no setor do retalho na Polónia pagariam um imposto mensal com base na faturação das vendas.

Apesar de não considerar a possibilidade da aprovação final do imposto, o Goldman Sachs explica que se for cobrado, o impacto potencial nas despesas anuais do grupo português poderia ser de 180 milhões de euros.

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