Salários

Google acusada de pagar menos às mulheres do que aos homens

Fotografia: REUTERS/Lucy Nicholson
Fotografia: REUTERS/Lucy Nicholson

Apenas 31% do quadro pessoal da empresa tecnológica norte-americana é constituído por mulheres

A Google está a ser acusada pela autoridade norte-americana para as condições de trabalho (DoL, na sigla original) de pagar menos às mulheres do que aos homens em posições iguais. Este é um dos principais indícios encontrados pelo DoL no âmbito de uma investigação à tecnológica norte-americana.

“Encontrámos sistematicamente várias disparidades salariais contra as mulheres em grande parte do quadro de trabalhadores”, referiu na sexta-feira a diretor regional do DoL, Janette Wipper, durante uma audiência no tribunal de São Francisco. A advogado local do DoL, Janet Herold, acrescenta que “a discriminação contra as mulheres na Google atinge níveis extremos”, segundo declarações citadas pelo jornal The Guardian.

A Google já veio negar estas acusações e alega não ter uma discriminação salarial por género. Segundo o mais recente relatório de diversidade, publicado em 2016, 31% do quadro de pessoal era constituído por mulheres.

Esta é mais uma polémica para uma empresa tecnológica norte-americana, que está a ser cada vez mais escrutinada devido à falta de igualdade de tratamento entre géneros.

As suspeitas mais graves recaem atualmente sobre a Uber, em que terão existido alegados casos de assédio sexual na própria empresa e que levaram a plataforma de transportes a abrir um inquérito conduzido pelo ex-procurador geral dos EUA Eric Holder. A denúncia foi feita por uma antiga trabalhadora da empresa.

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