Tecnologia

Google em teletrabalho até julho de 2021

Campus da Google em Mountain View, Califórnia. (SUSANA BATES / AFP)
Campus da Google em Mountain View, Califórnia. (SUSANA BATES / AFP)

Esta decisão afeta cerca de 200.000 empregados e prevê um calendário mais prolongado para o regresso ao escritório face à concorrência.

Os trabalhadores da Google vão continuar a trabalhar a partir de casa até pelo menos julho de 2021, em resposta à pandemia do novo coronavírus, noticiou esta segunda-feira o The Wall Street Journal.

O diário, que cita fontes ligadas ao processo, sublinha que a decisão foi tomada na semana passada pelo presidente executivo da tecnológica, Sundar Pichai, mas não foi ainda tornada pública.

Esta decisão afeta cerca de 200.000 empregados da Google e da Alphabet, ‘holding’ que detém a tecnológica, e prevê um calendário mais prolongado para o regresso ao escritório do que tem sido decidido até agora pelas grandes empresas do setor.

Por exemplo, a Apple e o Facebook contam que o regresso seja feito em janeiro, enquanto a Microsoft afirmou que tal poderá começar a acontecer já este outono.

A rede social Twitter anunciou que, devido à pandemia de covid-19, os trabalhadores que assim o desejem podem continuar em teletrabalho de forma permanente.

Até agora, a Google tinha previsto o regresso aos escritórios a partir de janeiro de 2021.

A decisão afeta os principais escritórios da multinacional, o que inclui o central em Mountain View (Califórnia) e os que tem em outros pontos nos Estados Unidos, Reino Unido, Índia ou Brasil.

A Google reabriu parcialmente escritórios mais pequenos em países que foram menos afetados pela pandemia como Austrália, Grécia ou Tailândia.

De acordo com o The Wall Street Journal, na decisão de Pichai pesou, entre outras coisas, a incerteza sobre como irão funcionar as escolhas nos Estados Unidos e as implicações para os empregados com filhos.

Os Estados Unidos, onde a pandemia continua a avançar, ultrapassam os 4,2 milhões de casos confirmados de covid-19 e aproxima-se dos 150.000 mortos, de acordo com a contagem independente da Universidade Johns Hopkins.

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