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Google recorre de multa de 2,4 mil milhões por abuso de posição dominante

Fotografia: REUTERS/Mike Blake
Fotografia: REUTERS/Mike Blake

As práticas condenadas por Bruxelas dizem respeito à posição dominante do seu serviço de comparação de preços, o Google Shopping

A Google vai recorrer da multa de 2,4 mil milhões de euros por abuso de posição tecnológica. A unidade da Alphabet anunciou a decisão esta segunda-feira, mês e meio depois de a Comissão Europeia ter acusado a Google de práticas abusivas, anticoncorrenciais e que distorcem o mercado, adianta a Reuters.

As práticas condenadas por Bruxelas dizem respeito à posição dominante do seu serviço de comparação de preços, o Google Shopping, que privilegia os seus serviços de comparação nos seus resultados de pesquisa, de acordo com o documento divulgado por Bruxelas a 27 de junho.

“A estratégia do Google para o seu serviço de compras de comparação não era apenas atrair clientes” disse Margrethe Vestager. Em vez disso, avançou, “a Google abusou da dominância do mercado como motor de busca, promovendo o seu próprio serviço de compras de comparação em seus resultados de pesquisa e rebaixando os concorrentes”.

A Comissão provou ainda que esta prática leva os consumidores a clicar muito mais frequentemente nos resultados que são mais visíveis, ou seja, nos resultados que aparecem nos primeiros lugares nas páginas de resultados de pesquisa da Google. Esta vantagem, avança a Comissão no comunicado, configura um abuso de posição dominante da empresa por asfixia da concorrência nos mercados de comparação de preços.

Logo na altura, a Google tinha anunciada que iria recorrer da decisão, da qual discorda “respeitosamente”.

“Quando usa o Google para pesquisar produtos, tentamos responder ao que procura. A nossa capacidade de fazê-lo não é favorecer-nos ou qualquer outro website ou vendedor em particular. Trata-se apenas do resultado de um trabalho árduo e uma inovação constante baseados no feedback dos utilizadores”, argumentou, na altura, a companhia.

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