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Google reforça aposta em smartphones com compra de equipa da HTC

Responsável de hardware da Google, Rick Osterloh aperta a mão de Cher Wang, presidente executiva da HTC, após acordo entre duas empresas. Fotografia: REUTERS/Tyrone Siu
Responsável de hardware da Google, Rick Osterloh aperta a mão de Cher Wang, presidente executiva da HTC, após acordo entre duas empresas. Fotografia: REUTERS/Tyrone Siu

Depois de vários anos em parceria, a Google vai ficar com boa parte da equipa que tem desenvolvido hardware para a HTC

A Google quer reforçar a aposta nos smartphones. Para isso, a marca do grupo Alphabet vai investir 1,1 mil milhões de dólares (918,5 milhões de euros) na compra da equipa do segmento móvel da HTC. A operação foi anunciada na noite de quarta-feira pelo responsável de hardware da Google, Rick Osterloh.

“Assinámos um acordo com a HTC, líder em produtos eletrónicos de consumo, que alimentará a inovação de produtos nos próximos anos. Com este acordo, uma equipa de talentos da HTC vai juntar-se à Google como membros do segmento de hardware, adiantou Rick Osterloh numa publicação feita no blog oficial da empresa norte-americana.

A operação envolve a maioria dos cerca de dois mil funcionários da HTC desta área e que já colaboram há algum tempo com a Google. O smartphone Pixel, apresentado em 2016, é o exemplo mais recente desta parceria. A Google vai apostar cada vez mais em dispositivos, que poderão ser controlados por voz, graças aos assistentes pessoais, como o Google Assistant.

O acordo entre as duas empresas prevê ainda uma licença não exclusiva de propriedade intelectual da HTC. A operação deverá ficar concluída no início de 2018, após aprovação dos reguladores.

A empresa de Taiwan, ainda assim, garante que vai continuar a fabricar os próprios smartphones com uma equipa de mais de dois mil trabalhadores nas áreas de design e pesquisa, adiantou Peter Shen, responsável financeiro da HTC, em declarações ao The New York Times.

O negócio com a HTC representa uma reversão de estratégia no hardware da Google. Em 2014, vendeu o negócio de telemóveis da Motorola aos chineses da Lenovo por 2,9 mil milhões de dólares; menos de três anos, tinha comprado a empresa por 12,5 mil milhões de dólares.

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