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Google vai investir 2 mil milhões em projetos de energia limpa na Europa

Campus da Google em Mountain View, Califórnia. (SUSANA BATES / AFP)
Campus da Google em Mountain View, Califórnia. (SUSANA BATES / AFP)

A Google anunciou novos compromissos na área ambiental, indicando também que já eliminou o legado de carbono emitido antes de 2007.

Os planos da tecnológica para a área ambiental olham não só para o futuro mas também dão conta de que já foram eliminadas as emissões operacionais emitidas antes de 2007, ano em que se comprometeu a ser uma empresa neutra nas emissões de carbono.

Numa comunicação assinada por Sundar Pichai, o CEO da Google, a empresa compromete-se a recorrer somente a energia limpa para alimentar todos os data center e campus a nível global até ao ano de 2030. Explicando que se trata da terceira fase dos compromissos de sustentabilidade da gigante da Internet, a empresa refere que os investimentos que está a fazer na área da produção de energias renováveis permitirá equilibrar o jogo na área das emissões passadas.

“Desde hoje, eliminámos todo o legado de carbono da Google (cobrindo todas as nossas emissões operacionais antes de nos tornarmos neutros em carbono em 2007) através da compra de compensações de carbono de alta qualidade. Isto significa que a pegada de carbono líquida da vida da Google é, agora, zero. Estamos muito satisfeitos em ser a primeira grande empresa a tê-lo hoje concluído”, anunciou Sundar Pichai.

Através de vários investimentos, a empresa ambiciona a criação de “20 mil novos empregos em energia limpa e indústrias associadas, na América e em todo o mundo”, no prazo de cinco anos.

A publicação de Pichai aborda também a Europa. Até 2025, a empresa afirma que quer continuar a investir na infraestrutura e emprego, traçando um investimento de “2 mil milhões de euros em novos projetos de energia limpa e infra-estruturas associadas na Europa”. A tecnológica detalha que este investimento permitirá não só “tornar este tipo de energia mais barata e acessível” mas também criar mais de dois mil empregos na área das energias limpas, em áreas como a “construção, operação e manutenção de parques eólicos e solares”.

Além disso, através do Google.org, o braço da tecnológica ligado à área da solidariedade, a empresa afirma que pretende atribuir dez milhões de euros a ideias e projetos europeus na área do acesso e uso da energia renovável. Está ainda previsto a disponibilização de apoios para as cidades europeias que queiram implementar planos de ação climática, com um montante total de 2,7 mil milhões de euros.

A indústria tecnológica representa um sério impacto ambiental: além do consumo de recursos associado aos produtos em si, infraestruturas como os data center têm elevados consumos energéticos. Ao longo dos anos, várias tecnológicas têm vindo a assumir compromissos ambientais na tentativa de minimizar o impacto que o setor tem no meio ambiente.

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