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Governo admite ajudar a vender aviões militares a parceiros da NATO

Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, (MÁRIO CRUZ/LUSA)
Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, (MÁRIO CRUZ/LUSA)

Ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, admite que OGMA vai dar um "salto grande" em 2020 depois de Embraer passar para a Boeing.

O Governo português poderá fazer de intermediário na venda dos aviões militares KC-390 da Embraer aos parceiros da NATO. A revelação foi feita pelo ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, em entrevista ao jornal Estado de São Paulo. Esta intermediação poderá ajudar a fábrica de manutenção de aeronaves OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, detida em 65% em Embraer e em 35% pelo Estado português.

“Estamos disponíveis para contar a nossa experiência (com o KC-390) para os parceiros da NATO. Contar qual tem sido a experiência da nossa força aérea no trabalho com a Embraer”, refere Gomes Cravinho.

Portugal comprou, em 2019, cinco aviões brasileiros KC-390, substitutos dos Hércules C-130, por um total de 827 milhões de euros. Cada uma destas aeronaves conta com peças produzidas nas fábricas da Embraer de Évora e de Alverca, que passaram a ser detidas em 80% pelos norte-americanos da Boeing. O primeiro avião militar será entregue em 2023. O acordo prevê também a aquisição de um simulador de voo e a manutenção das aeronaves nos primeiros 12 anos de vida.

O ministro da Defesa assinala que “qualquer venda [de aviões] para países terceiros vai beneficiar o país”. Primeiro, porque as peças são fabricadas em Portugal e a engenharia portuguesa continuará ativa. E quando as vendas forem feitas para países da NATO, as configurações específicas da NATO serão feitas em Portugal”. Para já, nada está formalizado.

Gomes Cravinho falou também sobre o futuro das oficinas de manutenção de avião da OGMA, em Alverca. O governante antecipa novidades nesta unidade.

“Há um consenso que a OGMA pode e deve aumentar significativamente o seu trabalho e a sua faturação. Hoje, a OGMA fatura algo como 200 milhões de euros por ano. Estamos satisfeitos, porque todos os anos dá lucro, mas pode e deve ser uma empresa bem maior. Não é este o momento de desvendar novidades mas acredito que em 2020 a OGMA vai dar um salto grande”. Este salto poderá ser feito com “novas linhas de trabalho”.

Desde dezembro de 2019 a OGMA é liderada por Alexandre Solis.

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