Turismo

Governo admite “refrescar” estratégia 2027 do turismo

A secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, durante o Congresso da APAVT. Foto; Direitos Reservados
A secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, durante o Congresso da APAVT. Foto; Direitos Reservados

Secretária de Estado Rita Marques assume que é preciso dar maior autonomia às instituições portuguesas ligadas a esta indústria.

A secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, disse hoje que é necessário “refrescar” a estratégia definida para o setor até 2027 e, nesse âmbito, repensar a governança, de forma a ter “um motor mais potente”.

“Temos uma estratégia 2027 para o turismo que se tem afirmado como um instrumento de sucesso. E tenho a certeza absoluta de que concordarão comigo que este instrumento é, de facto, tido como de sucesso porque foi construído com uma lógica muito participativa quase ‘bottom up’, permitindo que todos nós, privados e públicos, nos revejamos nesse documento”, disse hoje Rita Marques.

A governante falava no encerramento do 31.º Congresso Nacional de Hotelaria e Turismo, organizado pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), em Viana do Castelo.

Assim, e “sem prejuízo disso, é necessário refrescar o documento [de nome Estratégia Turismo 2027], até porque, como o senhor ministro [da Economia] dizia ontem [quinta-feira], muitas das metas foram já atingidas ou estão prestes a ser atingidas”, explicou.

Na semana passada, o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, apelava exatamente à secretária de Estado, que também esteve presente na sessão de abertura do 45.º Congresso da Associação que decorreu no Funchal, a contribuir “para o redesenhar de toda uma estratégia para os próximos dez anos”.

Hoje, Rita Marques disse depois, aos jornalistas à margem do encerramento do congresso da AHP, que a estratégia 2027, desenhada em 2016, “tem sido vencedora”.

“Não vamos alterar em nada as infraestruturas básicas dessa estratégia, não é o momento, não há necessidade em boa verdade pelas boas razões. Mas, naturalmente uma estratégia não pode ser cristalizada. Tem que estar continuamente em movimento. E, portanto, faz sentido refrescar, revisitar, até poderemos concluir que está tudo bem e nada há oportuno para alterar, mas temos que fazer esse exercício, como de resto fazemos todos os anos”, reforçou.

A secretária de Estado considera que na altura de se fazer esse “refrescamento da estratégia” é importante também “repensar-se a questão da governança”.

“Gostei particularmente de quando falámos [no decorrer do congresso da AHP] da necessidade de um mais um sermos mais que dois. De facto, há muitos atores no sistema atualmente: temos o Turismo de Portugal, temos as Entidades Regionais de Turismo, temos as Agências Regionais de Promoção de Turismo e tudo isto são peças de uma engrenagem que se pretende potente, eficiente e, acima de tudo, eficaz”, afirmou.

Para isso, Rita Marques afirma que “também a esse nível”, o Governo vai “ter que trabalhar, tentar perceber” como é que se pode “autonomizar estas várias peças para que amanhã tenhamos de facto um motor bem potente, ainda mais potente para agarrarmos este desafio do turismo”.

Sobre este assunto, questionada à margem se perspetiva, então, mudanças ao nível da governança, recusou a ideia.

“Não, não há mudanças. Há uma reflexão para nós tentarmos perceber como é que podemos ser de facto melhor equipa. Neste momento temos aqui um conjunto de atores importantes, seja o Turismo de Portugal, sejam as Entidades Regionais de Turismo, seja também as Agências Regionais de Promoção Turística. Todas essas entidades têm uma missão claríssima e que está vertida nos respetivos diplomas”, defendeu.

“Temos que pensar se a forma como estamos organizados é de facto a melhor. Se for não há alterações, se não for temos que pensar se há alguns caminhos que podemos prosseguir de modo a garantir maior eficiência na máquina”, concluiu ainda a secretária de Estado perante os jornalistas.

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