Reestruturação

Governo apostado em favorecer capitalização das empresas

Pedro Marques, ministro do Planeamento, Francisco Pinto Balsemão, presidente da Impresa e José Matos da CGD. Fotografia:  Pedro Granadeiro / Global Imagens
Pedro Marques, ministro do Planeamento, Francisco Pinto Balsemão, presidente da Impresa e José Matos da CGD. Fotografia: Pedro Granadeiro / Global Imagens

O ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, assegura que o Governo está apostado em "favorecer a capitalização das empresas e também em aproveitar e acelerar a utilização dos fundos comunitários", os quais não se esgotam no Portugal 2020.

“As empresas portuguesas estão demasiado endividadas face ao sistema financeiro e não conseguem avançar com outras decisões de investimento. Queremos favorecer a capitalização das empresas e também aproveitar e acelerar a utilização dos fundos comunitários para criar soluções de suporte da capitalização das empresas”, disse Pedro Marques.

O governante, que falava à margem da sua intervenção na conferência promovida no Porto pela SIC Notícias para assinalar o 15.º aniversário deste canal televisivo, afirmou que, além dos recursos do Portugal 2020, o Governo quer apostar na utilização de “fundos de candidatura direta a Bruxelas, nos fundos do chamado Plano Juncker”.

“Podemos encontrar plataformas de apoio aos grandes investimentos mas também aos pequenos investimentos e isso é muito importante”, sintetizou, adiantando que na sexta-feira regressa ao Porto para anunciar “em primeira mão” aos empresários nortenhos um conjunto de medidas sobre a aposta na evolução do investimento.

“Queremos pôr em pleno vapor o sistema de incentivos às empresas e para isso queremos atingir pelo menos 100 milhões de euros de apoio aos empresários nos primeiros 100 dias do Governo com medidas que têm a ver com o facilitar a vida das empresas na utilização dos recursos do Estado”, disse Pedro Marques.

O ministro descreveu, por exemplo, a decisão de reforçar o fundo de garantia mutua para que, explicou, “as empresas que não conseguem obter as garantias junto do sistema financeiro o possam fazer através do sistema de garantia mútua”.

E já antes tinha referido que o novo Governo quer “recuperar o crescimento económico através também de recuperação do rendimento das famílias” uma vez que, segundo o governante, “a esmagadora maioria dos empresários tem dito que é precisa mais procura para também terem mais confiança nas suas decisões de investimento”.

Já durante o seu discurso, Pedro Marques criticou o anterior governo PSD/CDS-PP por considerar que “houve uma certa falta de planeamento” no que se refere a candidaturas a fundos europeus.

“Estamos atrasados no incentivo às empresas mas estamos empenhados em acelerar”, referiu.

Pedro Marques também vincou que o Governo liderado por António Costa “vai mesmo entregar o orçamento dentro dos limites do défice” e avançou que o Estado terá atenção especial à aprovação de legislação com impacto nas empresas.

“Um Estado mais simples e mais previsível será mais amigo das empresas”, concluiu.

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