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Governo aprova compra de 22 novos comboios. Chegam entre 2023 e 2026

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Aquisição de 22 novos comboios para o serviço regional irá custar cerca de 170 milhões de euros.

O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira o plano da CP para a compra de 22 novos comboios para o serviço regional, que vão chegar entre 2023 e 2026. Esta aquisição, ao abrigo de um concurso público internacional, irá custar 168,21 milhões de euros e será financiada através de fundos europeus e do Fundo Ambiental. O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, considera que esta é uma “medida absolutamente estrutural” para o futuro da CP.

“Aprovámos a aquisição de 22 novas unidades para a CP para as linhas regionais. A entrega será feita entre 2023 e 2026”, adiantou o ministro Pedro Marques durante a conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros. O mesmo responsável esclareceu que a compra, em exclusivo, de comboios regionais, corresponde às “prioridades do atual conselho de administração da CP”.

O plano de compra de material circulante aprovado esta quinta-feira corresponde a metade do montante da proposta apresentada em fevereiro de 2017. A proposta do anterior conselho de administração da CP previa a compra de 35 novos comboios, entre material para o serviço regional e o serviço de longo curso, no valor de 339 milhões de euros.

Pedro Marques justificou a exclusão da aquisição de material novo para ajudar nos serviços Alfa Pendular e Intercidades: “A idade média dos Alfas é de 15 anos, que estão agora a receber uma renovação de meia-vida, que lhes vai dar mais 15 anos de utilização de qualidade”, referiu o ministro. “O dinheiro público tem de ser gerido com critério”, acrescentou.

Ainda no longo curso, o responsável lembrou que “há um trabalho em curso, com a Renfe” para o reforço da parceria entre CP e a empresa espanhola de comboios. O acordo entre as duas entidades prevê o teste de material elétrico para as linhas portuguesas.

Financiamento

O plano para a compra de novos comboios terá financiamento de fundos europeus e também de fundos nacionais. Na perspetiva mais conservadora, “cerca de dois terços do financiamento será através de fundos comunitários. O Fundo Ambiental vai assegurar aquilo que não tiver comparticipação da União Europeia”, explicou o também ministro do Planeamento. Teoricamente, acrescentou Pedro Marques, os fundos FEDER e Fundo de Coesão poderão atribuir uma taxa de comparticipação “entre 50% e 75%”.

Pedro Marques assegurou ainda que a CP vai voltar a receber indemnizações compensatórias, graças à assinatura de um novo contrato de obrigações de serviço público, até ao final de 2018. Ficou por responder, no entanto, se serão atribuídos os 90 milhões de euros de indemnizações compensatórias que o presidente da CP reclamou na terça-feira no Parlamento.

(Notícia atualizada às 15h24 com mais informação)

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