Greve dos motoristas

Costa agradece às forças armadas e defende o seu uso com analogia futebolística

O primeiro-ministro, António Costa. Foto: Rodrigo Antunes/EPA
O primeiro-ministro, António Costa. Foto: Rodrigo Antunes/EPA

Fim antecipado da "crise energética" deve-se à desconvocação da greve do sindicato dos motoristas de matérias perigosas.

O primeiro-ministro falou esta manhã aos jornalistas sobre se a quantidade de meios e forças acionadas terá sido exagerada. António Costa, comparou a situação à vitória num jogo de futebol.”É o mesmo que, quando no fim de um jogo de futebol uma equipa ganha 3-0, perguntarem se precisava de ter tantos defesas”, explicou.

“Se não tivéssemos o dispositivo que temos, provavelmente não teríamos tido o resultado que tivemos”. “Podemos congratular-nos de que, graças ao planeamento que foi feito, quer do ponto de vista das necessidades quer do ponto de vista do dispositivo de segurança, chegamos ao fim da semana com a situação resolvida, sem danos e sem violência”, disse o primeiro-ministro.

António Costa, que visitava o Comando Conjunto para as Operações Militares, em Oeiras, fez questão de agradecer aos militares das Forças Armadas o trabalho desenvolvido durante a greve dos motoristas e manifestou a esperança de que o país não tenha de voltar a passar por uma situação idêntica.

A greve dos motoristas de pesados começou em 12 de agosto por tempo indeterminado. Quinta-feira, o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) desconvocou a paralisação, mas o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas manteve-a e só a desconvocou o protesto domingo, após um plenário de trabalhadores.

Para a próxima terça-feira está marcada uma reunião no Ministério das Infraestruturas e Habitação, em Lisboa, para a retoma de negociações entre a associação patronal Antram e o SNMMP.

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