Coronavírus

Governo compensa transportadoras rodoviárias por perda de receitas

Os autocarros da Transportes Sul do Tejo (TST), que circulam na Península de Setúbal, na região da Grande Lisboa. (DR)
Os autocarros da Transportes Sul do Tejo (TST), que circulam na Península de Setúbal, na região da Grande Lisboa. (DR)

Empresas de autocarros sofreram perdas acentuadas de clientes e de receitas devido à declaração do estado de emergência.

O Governo vai compensar as transportadoras rodoviárias pela perda de receitas das últimas duas semanas. A medida foi aprovada esta quinta-feira em Conselho de Ministros, que aprovou o decreto que regulamenta a prorrogação do estado de emergência decretado pelo Presidente da República, assim como um novo conjunto de medidas extraordinárias de resposta ao novo coronavírus.
“Considerando as medidas adotadas para limitar a circulação de meios de transporte coletivos no sentido de preservar a saúde pública e garantir a segurança de utilizadores e trabalhadores, com impactos diretos na redução das receitas das operadoras de transporte público, justifica-se o desenvolvimento de mecanismos que promovam a sustentabilidade daquelas empresas e permitam a manutenção do serviço público de passageiros em níveis que permitam satisfazer necessidades mínimas de mobilidade”, refere o comunicado do Conselho de Ministros.
Nas últimas três semanas, as empresas rodoviárias sofreram uma quebra entre 80% e 90% no número diário de passageiros. Sem apoio do Estado, as transportadoras admitiram começar a parar veículos e deixar de prestar serviço público caso não recebessem qualquer apoio, conforme admitiu na quarta-feira a associação ANTROP, que representa boa parte destas empresas.
Na terça-feira, as transportadoras começaram a pedir o acesso ao regime de lay-off, com a suspensão de contratos de trabalho e o corte de parte do salário. Foi o caso do grupo Transdev (2000 trabalhadores) e do grupo Rodoviária do Tejo (750 trabalhadores).
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