Governo confirma: Paulo Macedo é o novo CEO da CGD e Rui Vilar é Chairman

Governo trabalha agora com Paulo Macedo e Rui Vilar na definição da composição do restante Conselho de Administração

O governo confirmou agora que Paulo Macedo aceitou o convite para ser o novo CEO da Caixa Geral de Depósitos, com Rui Vilar a aceitar assumir o cargo de Chairman do banco público.

"O Governo decidiu convidar o Dr. Paulo Macedo para CEO da Caixa Geral de Depósitos (CGD), tendo o convite sido aceite. Para Chairman da CGD foi convidado o Dr. Emílio Rui Vilar, convite esse que também foi aceite", avançou agora o Ministério das Finanças, em comunicado.

A tutela adianta ainda que irá agora "trabalhar na definição da composição do restante conselho de administração" do banco em conjunto o ex-ministro da Saúde e o atual presidente do conselho consultivo das Fundações e também administrador não-executivo da Gulbenkian.

"O processo de nomeação do novo Conselho de Administração da CGD segue assim o seu curso normal", acrescentam as Finanças no final do comunicado.

Salário fica igual

O futuro presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) deverá manter o salário que foi atribuído a António Domingues, na casa dos 423 mil euros anuais, apesar de toda a polémica criada à volta desta remuneração.

Este era o salário que Domingues recebia enquanto administrador do BPI. A criação de uma política remuneratória idêntica às que são praticadas no setor privado foi um dos temas que esteve em discussão ao longo das conversações entre governo e Bruxelas, conversações que visavam que a CE aprovasse o plano de capitalização do banco público sem olhar para o mesmo como ajuda de Estado – o que ocorreu.

Agora, fonte governamental citada pelo Jornal de Negócios, confirmou aquilo que o Dinheiro Vivo já avançava esta manhã, ou seja que o governo optou por manter o nível remuneratório previsto anteriormente para António Domingues, que ainda assim ficará abaixo daqueles praticados no BPI e no Santander Totta.

De acordo com a informação financeira dos principais bancos presentes no país, Paulo Macedo ficará aquém do salário de Fernando Ulrich, que ao longo do ano passado recebeu 462 mil euros de remuneração fixa no BPI. Já Vieira Monteiro, CEO do Santander, recebeu 568 mil euros de remuneração anual fixa, além de 225 mil euros em variáveis.

Análises

A manutenção do salário oferecido a António Domingues foi uma das formas do governo assegurar que conseguia puxar para o banco público um profissional de forte currículo e nome no mercado.

Além de Paulo Macedo, o governo terá ponderado igualmente nos nomes de Carlos Tavares, ex-presidente da CMVM, e de Nuno Amado, presidente do Millennium BCP. Também João Costa Pinto, que assume funções de auditoria no Banco de Portugal, e foi líder da Caixa Agrícola, e António Ramalho, atual CEO do Novo Banco, chegaram a ser analisados.

O primeiro poderá ainda vir a integrar a nova equipa já que, ao que o Dinheiro Vivo apurou, estará de saída do Banco de Portugal. A lista de nomes que acompanhará o gestor Paulo Macedo, para já, não está totalmente fechada.

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