Coronavírus

Governo: Mais de 200 empresas prontas para fabricar máscaras sociais

(Rui Oliveira/Global Imagens)
(Rui Oliveira/Global Imagens)

Infarmed publicou normas técnicas para fabrico de máscaras têxteis, recomendadas para DGS para uso em espaços fechados.

Mais de 200 empresas portuguesas estão prontas para fabricar máscaras sociais, já recomendadas pela DGS – Direção-Geral da Saúde para utilizar em espaços fechados. O número foi anunciado esta terça-feira pelo secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, na conferência de imprensa diária sobre o número de contagiados pelo novo coronavírus. O Infarmed já publicou as normas que as empresas devem respeitar para a produção das máscaras.

“Estas empresas estão disponíveis para colocar no mercado máscaras em tecido de uso único, ou mesmo reutilizáveis, que não conseguindo cumprir com os requisitos de segurança, saúde e desempenho estabelecidos nas legislações aplicáveis aos dispositivos médicos e aos equipamentos de proteção individual, poderão conformar-se com os requisitos a serem definidos para uma utilização comunitária”, informa esta terça-feira o Infarmed em comunicação feita na página oficial.

Em causa estão, sobretudo, as máscaras do nível 3, consideradas artigos têxteis e que não podem ser utilizadas pelos profissionais de saúde, detalha o Infarmed.

As máscaras de nível 3 servem para a população em geral. Podem ter utilização única ou serem reutilizáveis, devem filtrar pelo menos 70% das partículas e permitir quatro horas consecutivas de utilização “sem degradação da capacidade de retenção de partículas nem da respirabilidade”.

As empresas que quiserem fabricar estas máscaras “deverão notificar a ASAE da atividade de fabrico e das máscaras fabricadas e manter à disposição das autoridades um breve dossier técnico do produto onde se incluam as características da matéria-prima, a descrição do processo de fabrico, a informação a fornecer com o produto e os relatórios dos ensaios realizados e da conformidade do produto emitidos por laboratório reconhecido, nomeadamente os laboratórios acreditados para os métodos indicados”.

As máscaras sociais serão fiscalizadas pela ASAE e terão de ser vendidas com informações claras para os consumidores. “O utilizador deve, também, ser informado das características de desempenho e do produto não ser um dispositivo médico ou um equipamento de proteção individual, assim como a composição, deverão ser disponibilizadas através da etiquetagem ou marcação do produto têxtil.”

O uso destas máscaras deve ser complementado com outras medidas de proteção, como o confinamento na residência, a lavagem frequente das mãos, a etiqueta respiratória e a “organização e procedimentos a serem adotados, nomeadamente, por escolas e entidades empregadoras que possibilitem melhorar a proteção dos funcionários”.

Até às 24 horas de segunda-feira, Portugal registava 567 mortos e 17 448 casos de Covid-19.

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