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Governo prepara Linha de Cascais para receber mais comboios da CP

Linha de Cascais tem a situação mais urgente a nível nacional. Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens
Linha de Cascais tem a situação mais urgente a nível nacional. Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens

Investimento de 50 milhões de euros nesta linha deverá ser aprovado por Bruxelas em outubro, segundo o ministro Pedro Marques.

A Linha de Cascais poderá receber outro tipo de comboios nos próximos meses. O Governo pretende investir 50 milhões de euros nesta linha, com o apoio de fundos comunitários, para que possa circular material mais moderno e que é utilizado na restante rede ferroviária nacional, adiantou no Parlamento o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, esta quarta-feira. A entrada de outro tipo de comboios nesta linha será feita através da migração do sistema de tensão, dos atuais 1500 volts em corrente contínua para os 25.000 volts em corrente alternada.

“Estamos a preparar [para a Linha de Cascais] investimento com financiamento de fundos comunitários”, recordou o governante. Serão feitos investimentos na infraestrutura, com a renovação do sistema de controlo de segurança, a migração para novo sistema de tensão, e a preparação para esta linha ser ligada à rede nacional ferroviária, explicou Pedro Marques em resposta ao deputado do Bloco de Esquerda, Heitor de Sousa, durante a audição na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas.

Este financiamento deverá ser aprovado em outubro pela Comissão Europeia, ao abrigo da reprogramação de fundos comunitários, conforme adiantou em julho o Jornal de Negócios. Os 50 milhões de euros para esta intervenção, no entanto, é mais de metade do valor que o Governo terá pedido no final de março de 2016, escreveu na altura o Diário de Notícias.

A Linha de Cascais opera com comboios que circulam há mais de 50 e 60 anos e que funcionam com corrente elétrica diferente face às restantes linhas portuguesas. Por causa disso, não pode funcionar com o material utilizado nos restantes serviços da CP.

Esta linha representa 20% do tráfego de passageiros da CP e conta com novos horários desde o passado domingo. Nos dois primeiros dias úteis, no entanto, foram cortados oito comboios, por problemas com o material circulante. O ministro Pedro Marques disse no Parlamento que as viagens não foram realizadas “devido a vandalismo do material circulante”, citando informação oriunda da CP.

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