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Governo quer recrutar recém-reformados da EMEF para recuperar comboios

A Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF)  prepara nas suas oficinas do Entroncamento  a requalificação dos comboios Alfa Pendulares para a empresa Comboios de Portugal (CP). Fotografia: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens
A Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) prepara nas suas oficinas do Entroncamento a requalificação dos comboios Alfa Pendulares para a empresa Comboios de Portugal (CP). Fotografia: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

Operários com menos de 65 anos mas que já se reformaram poderão voltar temporariamente à empresa enquanto não são formados novos funcionários.

Parte dos 150 trabalhadores que se reformaram da EMEF poderão voltar às oficinas de reparação de comboios. Estes operários irão ajudar no plano de recuperação de 70 comboios enquanto não for completada a formação dos 67 novos funcionários da EMEF, anunciou o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, durante uma audição parlamentar nesta terça-feira. Estes recém-reformados não irão perder o acesso à reforma.

“Vamos ver com os recém-reformados da EMEF, de 60, 61 ou 62 anos mas com 40 anos de serviço, para que possam, por um período, que é temporário, até à contratação dos novos trabalhadores, fazer um período na empresa”, respondeu Pedro Nuno Santos ao deputado do PCP Bruno Dias durante a audição na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas.

O recurso a funcionários pré-reformados é crucial para que a CP e a EMEF possam executar o plano de recuperação de material circulante, sobretudo na sua fase inicial, que vai durar entre o segundo semestre de 2019 e o final de 2020. A segunda parte – a modernização dos comboios – irá decorrer entre o final de 2020 e 2022.

Em boa parte destes 18 meses, os 67 novos trabalhadores a serem recrutados para a EMEF vão estar em formação. E apenas vão receber essa formação depois de ficar concluído o concurso de recrutamento, que ainda de ser aberto “e ao qual não é possível escapar”. É vital, para que o plano seja executado, que a EMEF também recupere trabalhadores que já estavam na reforma.

A primeira parte deste plano de recuperação será “a mais intensa”, conforme já referiu Pedro Nuno Santos nesta audição. Mas só perto do final deste mês é que se saberá qual será o material candidato à renovação nas oficinas de Guifões, no Porto, e noutras instalações da EMEF.

O plano de investimento de 45 milhões de euros na CP também contempla, por exemplo, a contratação de 120 funcionários para a empresa pública de comboios.

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