Greve dos motoristas

Governo sempre avança com requisição civil dos motoristas

O primeiro-ministro, António Costa. Foto: Rodrigo Antunes/EPA
O primeiro-ministro, António Costa. Foto: Rodrigo Antunes/EPA

Governo decretou requisição civil para o Sul de país, a partir de Sines, para os aeroportos e nas unidades de gás natural

O Governo vai avançar com a requisição civil, depois de ter concluído que os serviços mínimos não estavam a ser cumpridos, nomeadamente no Sul do país, a partir de Sines, nos postos da Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA), nos aeroportos e nas unidades autónomas de gás natural. Foi Tiago Antunes, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, que anunciou a medida, justificando que não havia outra alternativa.

Segundo o responsável, hoje à tarde verificou-se que os postos REPA do distrito de Faro não foram abastecidos nas mesmas condições que no período homólogo, o aeroporto de Lisboa deveria ter recebido 119 viagens de abastecimento e até às 16 horas só tinha registado 25 viagens. Nestas condições, “o Governo não teve alternativa senão recorrer à requisição civil”.

A decisão, que saiu do Conselho de Ministros eletrónico, obriga à publicação de duas portarias no Diário da República (que se aguarda para os próximos minutos). Uma efetiva a requisição civil e limita a sua ação ao abastecimento dos postos do Sul do país, aos aeroportos e às unidades de gás natural. A outra portaria mobiliza as forças armadas.

Tiago Antunes frisou que este “é um conflito entre trabalhadores e empregadores”, um conflito extremado, e que a função do Governo “é assegurar as necessidades” do país. O responsável adiantou ainda “o Governo está continuamente a monitorizar a situação” e, caso se verifique necessário, poderá alargar a requisição civil a outras zonas do país.

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