Paralisação

Greve. Apenas 27 ligações ferroviárias foram realizadas

Nesta greve, não haverá serviços mínimos ou transportes alternativos. Fotografia: António Pedro Santos/Lusa
Nesta greve, não haverá serviços mínimos ou transportes alternativos. Fotografia: António Pedro Santos/Lusa

Até às 6 horas não se efetuaram comboios de longo curso, nem regionais, apenas os 19 urbanos em Lisboa e os oito no Porto

A greve de 24 horas do setor ferroviário afetou a circulação até às 6 horas e realizaram-se apenas 19 ligações urbanas em Lisboa e oito no Porto de um total 64 a nível nacional, segundo a CP.

Em declarações à agência Lusa, a porta-voz da CP, Ana Portela, adiantou que até às 6 horas não se efetuaram comboios de longo curso, nem regionais, apenas os 19 urbanos em Lisboa e os oito no Porto.

“Em termos globais estamos a falar de 27 comboios realizados. Estavam programados 64 a nível nacional. Todos estes comboios foram suprimidos por uma questão de gestão da circulação da Infraestruturas de Portugal (IP) e não por falta de pessoal da CP”, disse, destacando que a IP tem o comando da circulação ferroviária.

As greves de 24 horas dos trabalhadores ferroviários, que se iniciaram à meia-noite de hoje, vão afetar a circulação de comboios em todo o país, não havendo serviços mínimos ou transportes alternativos.

O protesto de trabalhadores da CP-Comboios de Portugal, Infraestruturas de Portugal (IP) e Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) visa reivindicar a aplicação dos acordos assinados com o Governo e administrações das empresas.

“Esta é uma luta de todos a partir de processos distintos que estão perante o mesmo bloqueio do Governo e o que se exige é que haja negociação séria e construtiva”, segundo a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS).

Em tribunal arbitral nomeado pelo Conselho Económico e Social (CES) foi decidido que não haveria serviços mínimos, além dos definidos por lei, ou seja circulam até ao seu destino os comboios em marcha à hora do início da greve, os comboios socorro e os de transporte de mercadorias perigosas.

Na quarta-feira, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, manifestou, em Bragança, a disponibilidade do Governo para negociar com os ferroviários.

“Isso faz muito pouco sentido, uma vez que estamos a meio de processos negociais, quer na CP, quer na IP e, em particular na IP, onde os sindicatos também decidiriam decretar esta greve, temos aliás os processos negociais bastante avançados”, afirmou o governante, à margem do anúncio do novo concurso público para a carreira Bragança/Vila Real/Viseu/Tires/Portimão.

O ministro reconheceu que os processos negociais estão “numa fase sempre difícil, de revisão dos acordos de empresa”, todavia afiançou que “não é nada verdade” que o Governo não esteja disponível para negociar. “Antes pelo contrário”, vincou.

A CP alertou, na terça-feira, para “fortes perturbações” na circulação de comboios, devido à greve, prevendo supressões a nível nacional em todos os serviços.

Também a Fertagus, que opera o comboio na ponte 25 de Abril, alertou que devido à greve na empresa gestora de infraestrutura ferroviária (IP) e, sem definição de serviços mínimos, “encontram-se previstas perturbações na circulação de comboios entre a meia-noite e as 24 horas do dia 7 de dezembro de 2018”.

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