Greve dos camionistas

Super e hipermercados querem distribuição incluída nos serviços mínimos

Gonçalo Lobo Xavier 

Fotografia: D.R
Gonçalo Lobo Xavier Fotografia: D.R

Associação que representa a distribuição moderna já formalizou pedido junto da DGERT

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) quer que a distribuição alimentar seja incluída nos serviços mínimos em caso de greve dos motoristas. A associação que representa cadeias como o Continente, Jerónimo Martins ou Lidl já formalizou o pedido junto ao Governo.

“Não houve acordo com os sindicatos. A probabilidade de haver greve é muito grande, agora temos de trabalhar de forma concertada para ajudar o Governo e a ANTRAM a minimizar os efeitos da greve. É muito muito importante que a distribuição alimentar, dada a sua importância, seja integrada no diploma que determina os serviços mínimos”, diz Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da APED, ao Dinheiro Vivo. “Já formalizamos esse pedido junto da Direção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT)”, diz ainda o responsável da associação.

O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) e a ANTRAM estiveram reunidos hoje na Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), para definir os serviços mínimos para a greve agendad para 12 de agosto, mas as partes não chegaram a acordo.

Gonçalo Lobo Xavier admite que a greve possa a vir a gerar perturbações nas lojas. “Não se pode negar que se houver perturbações na logística haverá também perturbação nas lojas”, diz o responsável da APED. A atual distribuição aposta em entregas quase diárias e a capacidade de armazenamento “não é ilimitada”.

“Estamos a três semanas do evento. Não havendo acordo temos necessidade de precaver algum tipo de solução para o que aí vem. Não temos nenhuma previsão sobre o tempo que vai demorar esta paralisação”, refere o responsável da APED. “Estamos a estudar soluções logísticas”, admite Gonçalo Lobo Xavier.

Na paralisação convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas na época da Páscoa, a grande distribuição viu uma série de cadeias com postos de combustíveis sofrer com quebras de stock, dada a elevada procura e falta de abastecimento, mas a área alimentar ficou salvaguardada.

“Aqui estamos a falar de uma questão diferente. Não é só uma paralisação dos motoristas de matérias perigosas, é mais abrangente, o risco é maior”.

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