combustíveis

Greve dos motoristas ameaça distribuição dos jornais

Processo de impressão,empacotamento e saída para distribuição do Jornal Desportivo O JOGO. 
(Fernando Pereira/Global Imagens)
Processo de impressão,empacotamento e saída para distribuição do Jornal Desportivo O JOGO. (Fernando Pereira/Global Imagens)

Distribuidora Vasp tem as reservas de combustível a baixar e está a recomendar motoristas a abastecer na rede pública

A greve dos motoristas de transportes de combustíveis poderá ter forte impacto na distribuição de jornais e revistas em todo o país. “Se a situação não se alterar, a partir de amanhã em algumas zonas do país não vai haver distribuição de jornais e revistas”, alerta Paulo Proença, CEO da distribuidora Vasp, em declarações ao Dinheiro Vivo.

A Vasp, que tem como acionistas o Global Media Group (dono do Dinheiro Vivo), a Cofina e a Impresa, que também tem uma frota para entregas de encomendas, já avisou os expedidores que vai suspender serviço.

Aveiro, Coimbra, Leiria, Tomar e Rio Maior são algumas das zonas do país onde “a partir de amanhã” poderá já não chegar jornais aos pontos de venda, mas Paulo Proença admite que “zonas na Grande Lisboa e Porto” poderão também não receber títulos por falta de combustível para alimentar a frota de 250 viaturas que asseguram as entregas em 7.500 pontos de venda espalhados por todo o país.

A distribuidora, que entrega de “centenas de publicações nacionais e outras tantas internacionais”, tem 14 plataformas de distribuição espalhadas pelo país, tendo nas duas principais Agualva-Cacém (a sul) e na Maia (a norte) duas bombas de gasolina para abastecer a frota. A Galp assegura a entrega do combustível, mas “já nos informou que não pode garantir entrega de mais combustível, pois não faz parte dos serviços mínimos”.

“Se na rede pública não houver combustível disponível, em algumas zonas não haverá distribuição”, diz Paulo Proença. A solução é “particularmente crítica na distribuição dos jornais diários e semanários, produto que é mais perecível”.

E as reservas de combustível estão a baixar. A sul, a bomba tinha na terça-feira (primeiro dia de greve) 30 mil litros. “Hoje de manhã só tinha 20 mil e agora deveremos estar com 12 mil. Estamos a racionar, para ver se conseguimos esticar”, diz o CEO da Vasp.

A distribuidora já está a recomendar aos motoristas que abasteçam na rede pública em vez das bombas internas e que, nas zonas próximas da fronteira, caso não encontrem soluções na rede pública nacional, abasteçam as viaturas em Espanha.

A companhia, que também através de uma frota de 200 viaturas assegura entrega de encomendas de comércio online, já está a avisar os expedidores de que vai interromper as entregas.

Paulo Proença não arrisca um valor dos prejuízos com a não distribuição das publicações. “Esta situação afeta toda a cadeia: grupos de media, gráficas, distribuidora e pontos de venda”. No ano passado, a empresa que tem 254 quadros e “dá emprego a mil trabalhadores” registou uma faturação de 200 milhões de euros com a distribuição de publicações.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje

Página inicial

Fotografia: Fábio Poço/Global Imagens

Boom de queixas contra agências imobiliárias

O ex-presidente da Three Gorges e António Mexia, na assinatura da privatização

Quanto renderam em dividendos as empresas vendidas pelo Estado?

Outros conteúdos GMG
Conteúdo TUI
Greve dos motoristas ameaça distribuição dos jornais