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Greve na Portugália Airlines desconvocada. Negociações continuam até setembro

Portugalia Airlines
Foto: Rui Coutinho/Global Imagens
Portugalia Airlines Foto: Rui Coutinho/Global Imagens

A greve dos tripulantes foi desconvocada devido a entendimento com a Portugália Airlines. Até setembro seguem as negociação do acordo de empresa.

O dia de negociações culminou com um aperto de mão. A greve dos tripulantes de cabine da Portugália Airlines, que deveria ter início esta quarta-feira, dia 11, e terminar dia 16, foi cancelada. “Foi um acordo que contemplou a maioria dos desejos dos tripulantes de cabine da Portugália, foi votado ontem, 10, em assembleia geral, e recuámos na posição de greve”, esclarece ao Dinheiro Vivo Bruno Fialho, do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC).

As questões relacionadas com os horários laborais foram o mote principal da conversa que decorreu entre a Portugália e a estrutura sindical. “Os tripulantes da Portugália tinham horários mais penosos do que os outros trabalhadores do grupo TAP e conseguimos acomodar uma enorme melhoria. Era o ponto mais importante, o que mais afeta a vida pessoal e familiar”, refere o representante do SNPVAC.

Leia também: Ryanair continua a não cumprir leis nacionais e ignora greve europeia

O entendimento levou os tripulantes a desconvocarem a paralisação ao final da tarde de terça-feira. “Não foi um acordo a cem por cento, mas os trabalhadores da Portugália também não são surdos em relação aos argumentos que a empresa apresentou – que não poderia, neste momento, contemplar todos os nossos desejos” adianta Bruno Fialho que reconhece que este era o acordo possível e que “não valia a pena entrar numa luta” quando a transportadora enfrenta algumas questões como a falta de recursos humanos.

Até 30 de setembro seguem as negociações do acordo de empresa. No documento estão delineados diversos pontos relativos à melhoria das condições dos trabalhadores. “A administração da Portugália tem tido uma atitude muito positiva. Cortou amarras com um passado que nos remeteu para esta situação atual. Até setembro considero que vamos conseguir ter um documento sólido e bom para ambas as partes”, prevê o dirigente.

 

 

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