Ryanair

Greve pode cancelar 400 voos e afetar 50 mil passageiros 

REUTERS/Wolfgang Rattay/File Photo
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Ryanair prevê cancelar 190 voos em dia de greve mas Skycop estima que sejam cancelados até 400 voos que poderão afetar 50 mil passageiros.

Na próxima sexta-feira, 28, os tripulantes de cabine da Bélgica, Holanda, Itália, Espanha e Portugal e os pilotos com base na Holanda da Ryanair vão protagonizar uma nova greve contra as condições laborais na transportadora aérea.

A Skycop, empresa que atua no pedido de indemnização de passageiros, estima que sejam cancelados entre 300 a 400 voos que irão afetar até 50 mil passageiros o que pode custar à companhia irlandesa entre 18 a 20 milhões de euros em compensações.

No período mais crítico da greve foram cancelados 12% dos voos regulares em greves anteriores. Em Espanha 200 em 800 voos diários (25%), em Portugal 50 em 180 voos diários (27%) e na Bélgica 50 em 160 (31%)”, esclarece a Skycop ao Dinheiro Vivo que adianta que o número de cancelamentos na próxima sexta-feira deverá ser superior ao das últimas paralisações.

Leia também: Imprevistos com voos? Exija o que tem direito

Contas diferentes faz a Ryanair que garantiu, em comunicado, que irá cancelar apenas 190 dos 2400 voos agendados para o dia 28, afetando 30 mil passageiros.

A low-cost adiantou que “esta greve desnecessária realizada por uma minoria” irá afetar 8% dos voos programados. A empresa liderada por Michael O’Leary esclarece que já informou os clientes através de mensagens e emails.

Leia também: Ryanair recusa audição na AR. Nova greve em setembro afetará Portugal

“Estas greves repetidas e desnecessárias estão a prejudicar os negócios da Ryanair e a confiança dos nossos clientes numa altura em que os preços do petróleo estão a subir e, se continuarem, é inevitável que tenhamos de olhar novamente para a nossa capacidade de crescimento neste Inverno e no Verão de 2019”, refere o responsável de marketing da irlandesa, Kenny Jacobs, no mesmo comunicado.

A aplicação da lei nacional, as condições salariais, o direito de usufruto de licenças de parentalidade, o fim dos processos disciplinares com base nas baixas médicas ou nos objetivos inerentes às vendas de bordo, são algumas das reivindicações que têm despoletado as paralisações.

A transportadora low-cost sublinha ainda “os progressos significativos que fez nas últimas semanas nas negociações com estruturas sindicais do Reino Unido, na Itália e na Alemanha”.

Ao Dinheiro Vivo o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) esclareceu que a direção da Ryanair não aceita a negociar com o sindicato português por este não ter nenhum trabalhador da empresa irlandesa na direção. A estrutura sindical tinha acusado, anteriormente, a Ryanair de estar a fazer uma campanha de marketing por não estar a negociar com sindicatos representativos dos seus trabalhadores.

Recorde-se que a Ryanair se recusou a estar presente na Assembleia da República quando foi convocada pelos deputados a prestar esclarecimentos sobre a situação laboral dos seus trabalhadores.

 

 

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