empreendedorismo

Gripwise, Localista e ChemiTek. As startups com FuEL para negócios

Andreia Carneiro, diretora do FuEL, César Martins, o empresário por trás da ChemiTek, e João Gomes, diretor do CeNTI. Foto: Miguel Pereira/Global Imagens
Andreia Carneiro, diretora do FuEL, César Martins, o empresário por trás da ChemiTek, e João Gomes, diretor do CeNTI. Foto: Miguel Pereira/Global Imagens

O programa FuEL foi o empurrão que os empreendedores precisavam para passar as suas ideias à prática e conquistar mercados.

Surgiram para resolver problemas, mas precisavam de combustível para as elevar no mundo dos negócios. A Gripwise, a Localista e a ChemiTek são três startups que ganharam vida com o apoio do FuEL, um programa de empreendedorismo que juntou o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (Braga), o Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes (Famalicão) e o Instituto Pedro Nunes (Coimbra). Em diferentes fases de evolução, as novas empresas têm em comum uma ambição: conquistar o mercado internacional.

A ChemiTek nem esperou pelo registo das patentes e pôs logo os protótipos em Singapura e nas Honduras. César Martins é o ideólogo deste projeto, que surgiu de uma conversa sobre o problema da sujidade nos painéis solares. Com formação na área da nanotecnologia, desenvolveu uma tecnologia de limpeza que garante um melhor rendimento dos parques solares, reduz o consumo de água e o tempo gasto na tarefa. Num parque solar, a sujidade gera perdas de rendimento que podem chegar aos 50% num mês.

César Martins desenvolveu soluções de limpeza e manutenção destes equipamentos. Em simultâneo, apostou numa tecnologia para a indústria de painéis solares e de vidro que aplicada na superfície destes produtos reduz significativamente as necessidades de limpeza. Foi com o programa FuEL que a ChemiTek deu os primeiros passos, direcionando-se para as proprietárias de parques solares e empresas de manutenção. O negócio já atraiu investidores nacionais e internacionais que colocaram 800 mil euros na empresa. As soluções são exportadas para a Tailândia, Malásia, Singapura, Índia… – mercados com grande exposição solar, com muita sujidade e pouca disponibilidade de água.

Também Ricardo Moura, CEO da Wisify, tem andado numa roda-viva. Ainda há dias esteve no Qatar Sportstech, programa de aceleração para startups da área do desporto, a apresentar o Gripwise, um dispositivo digital idealizado na Universidade do Porto que mede a força de diferentes grupos musculares. É com orgulho que conta que a empresa foi uma das dez selecionadas para este programa, que junta dezenas de especialistas, concede financiamento inicial e disponibiliza uma rede internacional de investidores. O Gripwise só deverá ir para o mercado em agosto de 2021, depois do levantamento de capital para desenvolver o protótipo e testar a performance.

Entretanto, a Wisify está a ultimar o lançamento do seu primeiro produto, o Lipowise, uma ferramenta inteligente para avaliação e triagem da gordura corporal. E porque é que tudo isto tem suscitado grande interesse? O excesso de gordura corporal e a falta de atividade física estão relacionados com 50% das doenças crónicas. A medição da força muscular permitirá aos profissionais de saúde e de desporto monitorizar o paciente e ajustar terapêuticas. Este é um negócio “para vários milhões”.

Casa ideal
A pensar em quem quer comprar casa, João Bigotte pegou na máxima do imobiliário “Localização, localização, localização” e conferiu-lhe modernidade. A solução digital Localista deverá estar no mercado antes do verão e pretende apoiar os clientes das imobiliárias na decisão de compra, através da análise de indicadores que o comprador considere essenciais. Como sublinha João Bigotte, anúncios a vender imóveis com mensagens como “Localização central ou perto de tudo” não dizem nada.

A Localista vai verificar questões como mobilidade (imóvel próximo de transportes públicos), qualidade de vida (redondezas com escolas, centros de saúde, comércio), bem-estar (espaços verdes na área), permitindo a personalização da atratividade da propriedade. A solução tem as agências como foco e a internacionalização é o objetivo.

O programa FuEL, que implicou um investimento de 373 mil euros, terminou em dezembro com seis startups a iniciar o seu caminho no mundo empresarial. Segundo Andreia Carneiro, diretora do projeto, foram dados apoios técnicos e tecnológicos às equipas de empreendedores, suportes para a criação do modelo de negócio e interpretação dos mercados, mentoria para a transformação das ideias. Para apoiar o empreendedorismo foi criada a plataforma online FuEL Room, que agrega todo o ecossistema relacionado com o empreendedorismo e está disponível a todos os interessados.

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