Groundforce: Crescem apelos ao entendimento para travar nova greve

Ministro Pedro Nuno Santos vai ao Parlamento e situação da Groundforce e da TAP deverá estar na agenda dos deputados.

Com o turismo a meio gás, contagiado ainda pelos efeitos da pandemia, a greve da Groundforce (empresa de assistência em terra detida em 50,1% pela Pasogal de Alfredo Casimiro e em 49,9% pela TAP) neste fim de semana foi mais uma dor de cabeça. Mais de 600 voos cancelados e milhares de passageiros em terra, levam o turismo a temer pela imagem do destino lá fora. O turismo e sindicatos apelam a um entendimento que permita travar a nova greve prevista para 31 de julho e 1 e 2 de agosto. Pedro Nuno Santos vai esta terça-feira ao Parlamento e a situação da empresa deverá ser um dos temas.

Oclima nos aeroportos nacionais - em especial Lisboa e Porto - nesta segunda-feira já nada tinha a ver com o retrato deste sábado e domingo, mas a Confederação do Turismo de Portugal (CTP) aponta que o que aconteceu no último fim de semana foi "dramático" e pede a "urgente intervenção do Governo para que se chegue rapidamente a um acordo e, assim, evitar mais três dias de paralisação". O pagamento do subsídio de férias e os salários deste mês foram os motivos que conduziram à greve os trabalhadores da Groundforce. Francisco Calheiros garante que não coloca em causa o direito à greve mas frisa que "esse direito não pode implicar o prejuízo para milhares de pessoas, para o Turismo e para a economia nacional. Os primeiros dois dias de greve prejudicaram seriamente a imagem de Portugal no exterior, numa fase em que já nos encontramos severamente punidos pela pandemia".

Os sindicatos também apelam a um entendimento. O Sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos (STHA), o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA) e o Sindicato dos Economistas em comunicado, citado pela Lusa, sustentam que "urge encontrar soluções de diálogo, que materializadas, resolvam estruturalmente as questões, dos salários, dos subsídios, dos acionistas, da TAP, do turismo e do país". Na semana passada, e depois da TAP ter proposto um novo adiantamento para que fossem pagos os subsídios, a Groundforce recusou, pedindo à companhia aérea que pagasse os serviços já prestados. A TAP recusou ser "devedora". Uma posição, de resto, reiterada neste último fim de semana.

As estruturas sindicais deixaram ainda uma garantia: "os poderes constituídos e os interlocutores relevantes têm apenas 15 dias para resolver os problemas que criaram - sem a participação dos trabalhadores - sob pena de todos nós virmos a assumir de novo uma postura firme e convicta na luta pela defesa dos nossos interesses vitais". O ministro das Infraestruturas vai esta terça-feira ao Parlamento, devendo ser questionado pelos deputados sobre a situação da Groundforce mas também da TAP.

O Presidente da República mostrou-se confiante numa solução a breve prazo. "Naturalmente que me preocupa a posição, a obstinação que tem havido da Groundforce em geral, e em particular de alguns dos responsáveis, porque estão a prejudicar o país". Marcelo Rebelo de Sousa disse ainda estar certo que "o Governo está a fazer tudo o que pode, mas há coisas que demoram tempo a pôr de pé. Vamos ver, vamos esperar mais uns dias, uns dias".

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