Groundforce diz que tem dinheiro para os salários de maio

A administração da empresa de assistência em terra nos aeroportos reúne-se ainda esta quarta-feira com a anulação do acordo com a TAP para a venda de equipamentos em cima da mesa.

Os salários dos trabalhadores da Groundforce deste mês de abril já foram processados e fonte da empresa, ao Dinheiro Vivo, diz que os do próximo mês também estão garantidos. A empresa liderada por Alfredo Casimiro sustenta que uma gestão eficiente e o aumento do número de voos previstos vai permitir-lhe ter recursos quer para os salários quer para o cumprimento das obrigações fiscais do próximo mês.

Hugo Mendes, secretário de Estado Adjunto e das Comunicações, em entrevista à RTP 3, na semana passada já admitia que os salários de abril estavam assegurados. Questionado, salientou que, quanto "aos salários de abril, a informação que temos, é que estão garantidos". Quanto aos salários de maio "não temos nenhuma informação, seja num sentido ou em outro".

"Vamos esperar que não tenhamos que chegar a uma situação em que o cenário de insolvência se possa colocar, mas o que podemos dizer é que a TAP não está em condições de ajudar mais a Groundforce. Creio isso ser claro para a Pasogal e ser claro para os trabalhadores. Os trabalhadores sabem que a TAP não vai auxiliar a Groundforce em maio se for necessário", disse ainda o governante no canal público.

Além disso, e com o processo de vacinação em curso e Portugal a desconfinar, o que pode ditar um aumento das viagens aéreas nas próximas semanas, a Groundforce não descarta a possibilidade de ter já de contratar algumas dezenas de trabalhadores em junho.

A empresa de handling (assistência em terra nos aeroportos) conta com cerca de 2400 trabalhadores. Antes da pandemia, a companhia contava com uma equipa maior. Mas, e uma vez que a pandemia levou a uma forte contração do transporte aéreo, e a empresa decidiu colocar muitos funcionários no regime de lay-off simplificado, os contratos a prazo não foram renovados à medida que chegavam ao fim.

Acordo com a TAP

Em março, a TAP chegou a acordo com a Pasogal de Alfredo Casimiro - acionista maioritário da Groundforce, com uma posição de 50,1% - para comprar equipamentos e sucessivamente alugá-los à Groundforce no valor de quase 7 milhões de euros.

Agora, e tal como foi noticiado já esta quarta-feira, a Groundforce tem em cima da mesa a recomendação do conselho fiscal da empresa para anular este acordo. O encontro da administração da empresa deverá acontecer ainda nesta quarta-feira. A avançarem para uma anulação do acordo, os quase sete milhões que a TAP pagou deverão ter de ser devolvidos. A Groundforce pretende um plano de pagamentos para esse fim.

Contactada, fonte oficial da TAP diz que a companhia "está a acompanhar a situação da Groundforce em sede própria e estão a ser analisados os possíveis cenários".

(Notícia atualizada às 18h06 com a reação da TAP)

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de