Groundforce: Ministro espera "a breve prazo" ter "notícias boas" sobre a empresa

Numa altura em que surgiram notícias que a CGD vai recusar um empréstimo de 30 milhões de euros à Groundforce, Pedro Nuno Santos diz compreender a posição do banco público e não quis comentar uma eventual insolvência controlada da empresa de assistência em terra.

O empréstimo de cerca de 30 milhões de euros pedido pela empresa de handling (assistência em terra nos aeroportos) Groundforce não vai ser concedido avançou a Comissão de Trabalhadores da empresa, que esteve reunida com o secretário de Estado Adjunto e das Comunicações, Hugo Mendes, no final da semana passada. Esta terça-feira, o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, questionado durante um evento pelos jornalistas sobre o eventual empréstimo da Caixa Geral de Depósitos (CGD) à empresa liderada por Alfredo Casimiro disse perceber a posição do banco público.

"Eu compreendo bem a posição da CGD. Eu espero que a breve prazo nós tenhamos notícias boas sobre a Groundforce. Agora a TAP ajudou no que podia e não pode continuar a injetar mais dinheiro sem garantias. É óbvio, é evidente para todos e, por isso, estamos a aguardar que a questão seja resolvida, nomeadamente no que diz respeito ao nosso ainda sócio", disse Pedro Nuno Santos, citado pela Lusa.

Questionado se uma insolvência controlada poderia ser uma solução afirmou: "Não vou dizer mais nada sobre esse assunto".

No último domingo, o Correio da Manhã, citando a Comissão de Trabalhadores da empresa, avançava que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) ia recusar o empréstimo de 30 milhões de euros pedido pelo dono da Groundforce, por "não ter confiança no acionista maioritário". E que a decisão iria ser comunicado esta semana. O Montepio, dizia ainda o jornal, já avançou com a execução da penhora das ações de Casimiro, no valor de cerca de nove milhões de euros.

Além disso, o Correio da Manhã indicava ainda que Alfredo Casimiro já tinha assinado um contrato de exclusividade com um fundo de capital de risco espanhol para a venda da sua posição maioritária, de 50,1%. O negócio tem de ficar fechado até início de maio, caso contrário não haverá liquidez para pagar salários e a empresa abre falência.

O ECO avançou ontem que o fundo é o Atitlan. Chegou a estar em cima da mesa uma venda também da participação da TAP, mas a companhia aérea terá preferido não entrar no negócio, segundo a mesma fonte.

A pandemia arrastou o setor da aviação civil para uma crise. E neste contexto a empresa Groundforce também foi apanhada. A TAP - que é simultaneamente acionista (49,9%) e cliente - esteve desde o ano passado a fazer adiantamentos à empresa por serviços a prestar. Contudo, no início deste ano, a companhia entendeu que não tinha condições para continuar a dar este apoio sem mais garantias. A partir daí a situação na Groundforce agravou-se, tendo os trabalhadores recebido apenas uma parte do salário de fevereiro em meados de março, após ter sido encontrada uma solução provisória para a empresa.

A 19 de março a TAP chegou a acordo com a Pasogal de Alfredo Casimiro para comprar equipamentos e sucessivamente alugá-los à Groundforce no valor de quase 7 milhões de euros.

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