Grupo Accor admite abrir mais hotéis em Portugal

Dono de marcas como Ibis, Novotel e Sofitel espera que a sua atividade hoteleira em 2023 chegue aos níveis de 2019 e que as vacinas sejam a chave da recuperação.

Nasceu e está cotado em bolsa em França, mas o grupo Accor está presente em mais de uma centena de países, incluindo em Portugal, com hotéis com a insígnia como Ibis, Mercure, Novotel e Sofitel. Apesar da pandemia, que afetou duramente o turismo, a líder do grupo para a Europa do Sul tem um tom otimista sobre este verão e acredita que a recuperação para níveis pré-pandémicos pode acontecer dentro de dois anos. Além disso, o apetite pelo destino Portugal não esmoreceu, admitindo o grupo abrir mais unidades.

"Vejo o futuro com otimismo, após uma crise sanitária de uma violência sem precedentes para a indústria hoteleira", começa por dizer Maud Bailly, CEO Europa do Sul do Accor, ao Dinheiro Vivo. "Graças aos progressos alcançados na vacinação, a segunda metade de 2021 deverá permitir-nos regressar a uma maior confiança e crescimento: 95% dos hotéis Accor em Portugal estão agora abertos. O nosso verão também está a moldar-se para ser muito dinâmico no Sul da Europa, em todos os destinos de lazer, praias e montanhas, com taxas de reserva recorde", acrescenta, embora admita que é necessário ter em atenção aos efeitos e propagação da variante delta.

Um destino apetecível
Em Portugal, e no resto da Europa, os destinos de cidade são os menos procurados, penalizados, por um lado, por permitirem menos distanciamento. E, por outro, pelo facto de as cidades estarem interligadas com o turismo de negócios e eventos, segmento que sofreu uma quebra e não dá indícios de recuperação significativamente neste ano. "O verão de 2021 continuará, portanto, a ser um desafio para cidades como Lisboa, mas o interior e o litoral portugueses deverão beneficiar de melhores taxas de ocupação", assume.

Apesar da elevada fatura que a pandemia tem passado ao turismo - quebra acentuada ao nível das dormidas e proveitos - o destino Portugal continua a ser apetecível para investir, sinal de que o destino deverá continuar a ser muito procurado por turistas no pós-covid-19. "Em Portugal, continuámos a nossa dinâmica e é com grande orgulho que abrimos recentemente, com os proprietários, três hotéis muito bonitos: o Ibis Porto Centro, o Mercure Fátima e o Mercure Porto Aliados. Com o primeiro Mama Shelter em Lisboa a chegar em breve, Accor terá cerca de 40 hotéis em Portugal", diz a líder do grupo hoteleiro para o Sul da Europa.

Aliás, Maud Bailly mostra-se "confiante no ritmo de aberturas em Portugal" porque estão "atualmente a falar com vários fundos e proprietários que querem abrir novos hotéis, seja sob as nossas marcas históricas (Ibis, Mercure, Novotel, Sofitel), as nossas novas marcas lifestyle (MamaShelter, Tribe) ou a nossa marca eco-responsável Greet, na qual acredito firmemente". A responsável vai mais longe e salienta que o grupo tem uma carteira hoteleira composta com mais de 40 marcas, sendo "uma das mais atrativas e complementares do mercado. E Portugal tem um poder turístico incrível para as receber".

Os organismos internacionais apontam que a recuperação do turismo para níveis de 2019 só acontecerá depois de 2023. O grupo francês mostra-se otimista e acredita que dentro de dois anos poderá estar em níveis pré-pandémicos. Até porque, defende, "o fator chave na recuperação é o aumento da vacinação". "O desejo de viajar, de se encontrar, de celebrar, de se reunir nunca foi tão forte, quer por razões profissionais ou pessoais. Só precisamos de continuar a vacinar, para que possamos alcançar a imunidade coletiva e recuperar a serenidade", remata.

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