Retalho Alimentar

Pingo Doce investe num laboratório para rastrear origem dos alimentos

Lisboa- 28/01/2019.Apresenta‹o do programa e do estudo Menos Sal Portugal, em parceria com a CUF e o Pingo Doce. Na imagem Pedro Soares dos Santos.
 
Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens)
Lisboa- 28/01/2019.Apresenta‹o do programa e do estudo Menos Sal Portugal, em parceria com a CUF e o Pingo Doce. Na imagem Pedro Soares dos Santos. Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens)

Pingo Doce e CUF arrancam com parceria para estudo que visa reduzir consumo de sal em Portugal

O Pingo Doce vai investir num laboratório para fazer o rastreamento dos produtos de marca própria vendidos na cadeia de lojas do grupo Jerónimo Martins. O projeto, onde o grupo deverá investir entre 300 a 400 mil euros, deverá arrancar em pouco mais de um ano.

“O Pingo Doce vai investir num laboratório de ADN para fazer o tracking da origem dos nossos produtos de marca própria”, anunciou Pedro Soares dos Santos, presidente do conselho de administração do grupo Jerónimo Martins, na apresentação do programa Menos Sal Portugal, em parceria com a CUF.

O futuro laboratório ficará instalado nos armazéns do grupo em Lisboa e irá fazer o rastreamento dos produtos de marca própria vendidos pela cadeia. “Damos um caderno de encargos aos fornecedores/fabricantes e o laboratório vai rastrear o produto”, para verificar se está conforme os requisitos da cadeia, explica Pedro Soares dos Santos, à margem da apresentação. O projeto deverá arrancar daqui a um ano e meio e o grupo investir entre “300 a 400 mil euros”.

O gestor lembra que uma das maiores formas de falsificação dos alimentos é através dos ingredientes e, com este laboratório, o objetivo é reforçar a confiança dos consumidores nos produtos de marca própria no Pingo Doce, “talvez a marca própria mais bem aceite pelos consumidores”.

O anúncio surge no mesmo dia em que cadeia do grupo Jerónimo Martins anunciou uma parceria com a CUF para a realização de um estudo, Menos Sal Portugal, com 500 voluntários, que visa ajudar os portugueses a reduzir para metade a quantidade de sal ingerida em cada 100 g, dos atuais 10,7 g para 5 g, cumprindo os objetivos da Organização Mundial de Saúde. O excesso do consumo de sal é responsável por doenças como AVC (a principal causa de morte em Portugal), obesidade, hipertensão ou cancro do estômago. A adoção da dose recomenda do sal reduz em 23% o risco de AVC.

“Não é fácil manter vendas quando reduzimos o sal”, admite Pedro Soares dos Santos, referindo que no caso do pão sem sal ou com sal reduzido, as vendas ainda não justificam o investimento feito pela companhia.

Mas, diz, esta é uma tendência em crescimento, com a procura de produtos de gama saudável a aumentar. As vendas de alimentos sem glúten duplicaram, as sem lactose triplicaram e os produtos biológicos quadruplicaram nos últimos 3 a 4 anos. “Este tipo de produtos já começam a ter impacto, já começa a valer a pena o investimento”, refere o Pedro Sousa Soares. “É como investirmos no país, temos de dar tempo”, refere.

O gestor lembra que há muito que o tema da redução do sal, do açúcar e da gordura tem sido uma preocupação do grupo que já retirou 70 toneladas de sal dos seus produtos de marca própria nos últimos 8 a 9 anos, tendo inclusive ofertas de produtos (como sopa) sem sal.

O governo tem vindo a negociar com a distribuição e com a indústria um protocolo para a redução de 16% do teor do sal em categorias como pão, sopa, batatas fritas, tostas ou cereais para pequeno-almoço até 2021.

No que toca ao pão, diz Pedro Soares dos Santos, “vamos antecipar em 2 anos o que a lei permite”, refere o presidente do conselho de administração da Jerónimo Martins.

O governo está ainda a rever o diploma de 2012 para, até 2021, se reduzir o teor do sal no pão das atuais 1,4g para 1g por cada 100 g; bem como a negociar com o sector da restauração que a sopa e o prato de refeição seja reduzid0 para 0,2g/em cada 100g de alimento.

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