Grupo Orient. “Até o final do ano iremos recrutar cerca de 100 colaboradores”

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No primeiro ano de atividade o Grupo Orient pensa vir a facturar entre 10 a 15 milhões de euros.

Esta é a expectativa do grupo Orient que vai assegurar a gestão comercial das salas de cinema de 10 centros comerciais Sonae Sierra. O Cineplace LoureShopping, Cineplace LeiriaShopping e Cineplace AlgarveShopping são os três primeiros a abrir.

O grupo – que está há 20 anos no Brasil e há seis em Angola – conta contratar até ao final do ano cerca de 100 colaboradores.

Em entrevista ao Dinheiro Vivo, Aquiles Mônaco, presidente do grupo Orient, fala da estratégia para o mercado português.

Este acordo com a Sonae Sierra marca a entrada do Grupo Orient no mercado português. Qual o investimento e a expectativa de faturação com esta aposta?

Não queremos falar em números agora, adiantamos que será um investimento baseado no plano de desenvolvimento do negócio e modernização das salas, estimado para os próximos 5 anos. Temos uma expectativa de faturação entre 10 e 15 milhões de euros para o primeiro ano de operação.

Como pensa vir a alcançar esse montante num momento em que o mercado português vive uma quebra de receitas e de visitantes aos cinemas?

Apoiamo-nos no nosso know how no ramo de exibição cinematográfica para perspectivar estes números. Somos uma empresa com expertise na operacionalização de cinemas e já temos experiência na implantação de cinemas em locais com dificuldades similares ao que o país está atualmente a viver. O nosso objetivo é movimentar o mercado português, trazendo de volta a esperança a quem tem vivido um momento mais difícil.

Temos como diferencial uma programação inteligente, bem elaborada e que vai de encontro ao gosto do público – algo que cremos que poderá trazer bons resultados de bilheteria.

Querermos também apoiar e fortalecer o cinema português. Faremos promoções específicas e ações pontuais para que o espectador português possa voltar a ter o hábito e o gosto em ir ao cinema, como uma forma de entretenimento, cultura e lazer, uma vez que ir ao cinema é uma diversão muito barata, e numa situação de crise sabemos que é o setor que menos sofre. O otimismo é sempre a nossa bandeira.

Que outras iniciativas pensam realizar para compensar a quebra de venda de bilhetes que o sector vive?

Faremos uma série de eventos com lançamentos de filmes, sessões para imprensa e um plano de marketing bem elaborado com o intuito de despertar a vontade do público em voltar a frequentar o cinema. Gostaríamos de reforçar o facto de estarmos muito otimistas com este desafio e o nosso objetivo principal é resgatar o espectador e fidelizá-lo. Pretendemos igualmente trabalhar a formação do público, incentivando as crianças a irem ao cinema e para que, no futuro, sejam fiéis frequentadoras das nossas salas.

Pensam aumentar a vossa penetração no mercado português?

Estamos a estudar o mercado e a avaliar propostas que venham a surgir futuramente.

Falam de uma abertura faseada das salas de cinema até ao final do ano. Quais as primeiras a abrir?

As do Cineplace LoureShopping, Cineplace LeiriaShopping e Cineplace AlgarveShopping.

Ao nível de colaboradores, estas aberturas implicam que contratações ao nível de funcionários?

Já estamos a realizar a seleção de funcionários, entendemos que devemos contratar até o final do ano aproximadamente 100 colaboradores.

Quem vai assegurar a comercialização da publicidade nas salas de cinema?

Estamos a estudar propostas de empresas especializadas em comercialização de medias. No entanto, pode ser admitida a ideia de sermos nós mesmos a comercializar a publicidade nas telas e outras possibilidades de medias nos complexos de cinemas.

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