Empresas

Grupo têxtil de Famalicão “culpa” Gant pelo seu “estrangulamento” financeiro

Gant
Gant

Administração acredita na viabilidade das empresas do grupo Ricon.

O grupo têxtil Ricon, de Famalicão, “culpa” a Gant pelo seu “estrangulamento” financeiro, mas a administração manifesta-se “empenhada” em encontrar uma solução que viabilize a continuidade das empresas que o compõem e salvaguarde “a maioria” dos postos de trabalho.

Em comunicação enviada esta semana aos trabalhadores, e a que a Lusa teve acesso esta quinta-feira, a administração do grupo acrescenta que, para tentar manter em funcionamento as empresas que o integram, foi obrigada a apresentá-las a processos de insolvência.

A administração sublinha que já manifestou, nesses processos, “o propósito de apresentar um plano de recuperação, o que será apenas possível no caso de as negociações ainda em curso com o principal parceiro (Gant), os bancos e outros eventuais investidores se revelarem frutíferas”.

Segundo a administração, a “culpa” do estrangulamento financeiro a que chegou é da Gant, o principal cliente do grupo, desde logo por recentemente ter decidido “reduzir acentuadamente” as encomendas.

Por outro lado, e ainda segundo a administração do grupo Ricon, a Gant passou a exigir o “pagamento imediato” da totalidade da dívida vencida proveniente dos fornecimentos ao setor do retalho.

Isto provocou “uma quebra acentuada” quer na produção quer nas vendas do Ricon e um consequente “estrangulamento inultrapassável” da sua tesouraria, o que, por sua vez, “afetou a capacidade de o grupo cumprir com as suas obrigações com os seus diversos credores, nomeadamente com a banca”.

A administração refere que, apesar das negociações desenvolvidas com a banca, a Gant e eventuais novos investidores, ainda não se chegou a uma solução concreta que permita a viabilização das empresas do grupo.

As negociações vão continuar e entretanto, e até “decisão em contrário” do tribunal, credores ou administrador da insolvência, as empresas do grupo Ricon vão manter-se em atividade, embora “seja previsível” uma redução da mesma.

Uma redução que “poderá ter impacto para os colaboradores, nomeadamente de forma mais imediata no pagamento dos subsídios de natal”.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje

Página inicial

O ministro das Finanças, Mário Centeno. Fotografia: JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Centeno mantém crescimento de 1,9% este ano. Acelera para 2% no próximo

O ministro das Finanças, Mário Centeno. Fotografia: José Sena Goulão/Lusa

Dívida pública desce mais devagar do que o previsto

Outros conteúdos GMG
Grupo têxtil de Famalicão “culpa” Gant pelo seu “estrangulamento” financeiro