PER

Grupo Urbanos negoceia entrada de investidores

Alfredo Casimiro, fundador e presidente do grupo Urbanos. Fotografia: Miguel Manso/Público
Alfredo Casimiro, fundador e presidente do grupo Urbanos. Fotografia: Miguel Manso/Público

Grupo liderado por Alfredo Casimiro está a preparar fusão interna de algumas unidades ligadas à logística e distribuição expresso

O grupo Urbanos está a negociar a entrada de fundos de investimento. Esta é uma das propostas que vai ser apresentada pelo grupo logístico no âmbito do plano de recuperação do Plano Especial de Revitalização (PER), adiantou Alfredo Casimiro, presidente do grupo, em declarações ao Dinheiro Vivo.

“Podemos adiantar neste momento que estamos a negociar a entrada de vários investidores no grupo Urbanos. Esta é uma das condições do plano de recuperação, que está a ser elaborado e que deverá ser apresentado aos credores nas próximas semanas”, referiu o presidente do grupo.

Horas antes, Alfredo Casimiro acrescentou que “a estratégia futura do grupo Urbanos passa ainda pela agregação de outros ativos que tenham substanciais sinergias connosco. Isto significa agregar empresas relacionadas com as áreas da economia real como a logística e a distribuição expresso”, segundo declarações publicadas no portal Económico.

O grupo Urbanos vai negociar uma dívida superior a 44 milhões de euros. Este foi o montante apurado junto de 23 credores no âmbito do Processo Especial de Revitalização (PER), de acordo com a lista publicada na quarta-feira junto do portal Citius.

TAP vai ter tarifas low-cost mas mantém refeições

O Novo Banco é um dos credores que mais tem a receber do grupo logístico. O banco liderado por António Ramalho reclama um total de 7,57 milhões de euros. Isto corresponde a 17,14% da dívida do grupo liderado por Alfredo Casimiro e refere-se a vários contratos assinados com várias empresas da Urbanos.

A seguir surgem dois fundos imobiliários fechados pertencentes ao universo da Imofundos. A Urbanos deve 5,81 milhões de euros (13,16% da dívida) a esta sociedade de gestão de fundos imobiliários que pertencia ao BPN e que foi nacionalizada em 2008. Permanece na estrutura das empresas Parvalorem, Parups e Parparticipadas.

Garantias do presidente

Para Alfredo Casimiro, o recurso ao PER “não tem de ser visto como um estigma. Está garantida a proteção dos clientes e dos trabalhadores”, referiu em declarações ao Dinheiro Vivo no início de agosto.

A Urbanos, no âmbito deste processo, está impedida, sem autorização do administrador judicial, de “praticar atos de especial relevo”, como a venda de ativos ou a celebração de novos contratos. O grupo logístico afasta a venda de ativos no âmbito deste processo. “É preciso dar um passo atrás para voltarmos a crescer. Queremos regressar às condições económicas de 2008/2009”, período em que o grupo Urbanos faturou cerca de 25 milhões de euros. Exatamente o mesmo montante do que em 2015.

A empresa fechou o ano passado com prejuízos de dois milhões de euros, segundo fontes do setor. O grupo Urbanos emprega atualmente 700 pessoas (400 de forma direta) e está presente também em países como Marrocos e Angola.

Também sob administração judicial está a Rntrans, comprada em 2012 pela Urbanos. A empresa de logística de obras de arte, feiras, exposições e congressos apresentou-se ao PER junto do tribunal da comarca de Lisboa.

Fundado em 1990, o grupo Urbanos tornou-se conhecido nos últimos anos por ter tentado concorrer à privatização da TAP – tendo chegado a apresentar uma providência cautelar manifestando receios de que os novos donos pusessem em causa a opção de compra dos 49,9% do capital da Groundforce (empresa de assistência em terra), que ainda estão na esfera da TAP.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
Indústria do calçado. 
Fotografia: Miguel Pereira/Global Imagens

Portugal regressou ao Top 20 dos maiores produtores de calçado

Sonae Industria

Ações da Sonae Indústria e da Sonae Capital disparam após OPA da Efanor

Alexandre Meireles, presidente da ANJE. Fotografia:  Igor Martins / Global Imagens

ANJE teme que 2021 traga “grande vaga” de falências e desemprego

Grupo Urbanos negoceia entrada de investidores