Hotelaria e Restauração

Grupo Vila Galé aposta em restaurantes italianos

Gonçalo Rebelo de Almeida
Gonçalo Rebelo de Almeida

Depois dos vinhos e do azeite, Gonçalo Rebelo de Almeida aposta agora em restaurantes Vila Galé

Chama-se Massa Fina e é a nova grande aposta do Grupo Vila Galé. Os hoteleiros que já têm negócios no setor dos vinhos e do azeite resolveram voltar-se para um conceito de restauração mais rápida e comercial e arrancam com quatro novos restaurantes italianos ainda neste ano. “Depois dos vinhos e dos azeites faz todo o sentido, mas também da nossa perceção daquilo que são as necessidades do público”, adiantou ao Dinheiro Vivo Gonçalo Rebelo de Almeida, a poucos dias de inaugurar o primeiro restaurante.

“Vamos testar o conceito nos restaurantes de quatro hotéis em que existe uma integração de público mista, já que todos eles contam com saídas diretas para o exterior de modo a que possamos atender tanto clientes dos hotéis como pessoas que passam na rua. Este é um conceito virado para que quem passa queira entrar”.

O conceito também será exportado. A Massa Fina irá para o Brasil, onde o Vila Galé conta com sete hotéis. “A ideia é reforçar a oferta já existente de espaços de refeição nos resorts, proporcionar uma quinta oferta de restauração.” O primeiro restaurante abre portas ainda nesta semana – no dia 9 deste mês – no Estoril, onde tem estado a ser preparada a reconversão do anterior restaurante Inevitável Tapas e Petiscos, que na sexta-feira já abre com o novo conceito italiano.

Ao menu, o Grupo Vila Galé leva uma base essencialmente mediterrânica com pizas, massas e entradas típicas. “É resultado de uma análise à adaptação do mercado, que hoje já não procura restaurantes tão formais e refeições tão demoradas, mas sim uma refeição de valor mais acessível e também mais rápida”, explica Rebelo de Almeida.

Os três outros restaurantes vão ter todos morada a sul do país: o primeiro a abrir no Algarve vai nascer na praia da Galé, ainda na primeira semana de julho, para aproveitar a época de maior procura turística da região, no espaço onde até aqui o grupo hoteleiro concentrava escritórios comerciais e onde, em tempos, já houve uma discoteca. Mais tarde, e para aproveitar a melhoria de acessos que a autarquia está a desenvolver, nascerá um Massa Fina em Vilamoura, junto às galerias e lojas do Vilamoura Ampalius. Por fim, e já quando o verão tiver terminado, o grupo abrirá ainda um quarto restaurante em Lagos.

As contas ao investimento ainda são difíceis de fazer. Gonçalo Rebelo de Almeida estima que os primeiros dois restaurantes envolvam um investimento de 250 mil euros e a criação de 25 postos de trabalho. “Neste momento os empregos já estão assegurados quase na totalidade para os dois primeiros espaços, mas sente-se alguma dificuldade, especialmente em áreas específicas”, diz ainda o responsável do grupo hoteleiro. Esta escassez afeta especialmente o Algarve, onde a busca está mais complicada, culpa dos habituais reforços de verão feitos pelas unidades hoteleiras para dar resposta às taxas de ocupação mais elevadas. Esta dificuldade em contratar verifica-se mais com pessoal mais qualificado para a cozinha.

O plano de negócios da nova marca contempla ainda a criação de restaurantes deste segmento fora dos hotéis, mas apenas os resultados dirão se o plano irá seguir em frente. “Ainda é cedo para prever a abertura externa, mas não posso esconder que temos muito boas expectativas para este novo passo, e que antecipamos sucesso para estes espaços”, refere o gestor hoteleiro.

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