ferroviário

Grupos ferroviários Alstom e Siemens anunciam fusão “entre iguais”

Fotografia: Global Imagens
Fotografia: Global Imagens

Os construtores ferroviários francês Alstom e alemão Siemens anunciaram uma fusão entre iguais"

Os construtores ferroviários francês Alstom e alemão Siemens anunciaram esta quarta-feira, em comunicado comum, a “assinatura de um protocolo de acordo que garante a exclusividade na aproximação das suas atividades de mobilidade numa fusão entre iguais”.

O futuro grupo, que se designa Siemens Alstom, vai ser cotado em França e ter a sua sede social instalada na região parisiense.

A direção do grupo vai ser garantida pelo presidente-executivo da Alstom, Henri Poupart-Lafarge, “com 50% do capital da nova entidade detidos pela Siemens”, indicaram as duas empresas.

A Siemens justificou a fusão com a necessidade de responder à competição crescente proveniente da China.

O negócio é um sinal da renovada cooperação franco-alemã dias depois de a chanceler Angela Merkel ter ganho as eleições legislativas que lhe permitem um quarto mandato.

Segundo a Siemens, além dos 50% garantidos no capital inicial, o grupo alemão tem a possibilidade de comprar mais 2%.

Ambas as empresas produzem comboios de alta velocidade, velozes o suficiente para concorrer com viagens aéreas.

Mas a chinesa CRRC Corp., que fatura anualmente 36 mil milhões de dólares (30 mil milhões de euros) está a disputar negócios de infraestruturas à escala global.

O negócio foi anunciado no dia em que o presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu o aprofundamento da integração europeia, com um orçamento conjunto, forças militares partilhadas e harmonização fiscal.

“Esta fusão franco-alemã de iguais envia um sinal forte de muitas maneiras. Colocamos a ideia europeia a funcionar e, juntamente com a Alstom, estamos a criar um ‘campeão’ europeu na indústria ferroviária para o longo prazo”, afirmou o presidente executivo da Siemens, Joe Kaeser, em comunicado.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
António Costa e Silva, responsável pelo plano para a economia nacional nos próximos dez anos.
(Leonardo Negrão / Global Imagens)

Plano de Costa Silva. As bases estão lá, falta garantir boa execução

Filipe Santos, dean da Católica Lisbon Business and Economics ( Pedro Rocha / Global Imagens )

Filipe Santos: Risco de austeridade? “Depende de como evoluir a economia”

Filipe Santos, dean da Católica Lisbon Business and Economics ( Pedro Rocha / Global Imagens )Filipe Santos
( Pedro Rocha / Global Imagens )

Filipe Santos: Há um conjunto de empreendedores que vai continuar

Grupos ferroviários Alstom e Siemens anunciam fusão “entre iguais”