Automóvel

Grupos Fiat e Renault preparam aliança

Fotografia do logotipo da Fiat. (REUTERS/Mohamed Abd El Ghany)
Fotografia do logotipo da Fiat. (REUTERS/Mohamed Abd El Ghany)

Grupo italo-americano e francês deverão anunciar parceria na segunda-feira. Fiat Chrysler poderá juntar-se à aliança Renault-Nissan-Mitsubishi.

O grupo Fiat Chrysler (FCA) prepara-se para anunciar uma aliança com a Renault na segunda-feira, dia 27. A parceria pode mesmo levar a um esquema de participações cruzadas entre os dois grupos automóveis, de acordo com a informação que está a ser adiantada este domingo pelas agências Bloomberg e France-Presse.

As negociações têm decorrido nas últimas semanas, apesar de haver tensões entre as administrações da Renault e da Nissan. A francesa Renault tem tentado reforçar a aliança com a Nissan. Contudo, os japoneses receiam as interferências gaulesas, sobretudo porque o Governo francês é o maior acionista da Renault. Esta tensão foi sentida sobretudo no final do ano, quando foi detido, no Japão, Carlos Ghosn, o então líder da aliança franco-japonesa.

Uma eventual junção da FCA com a Renault criaria, por isso, pressão sobre a Nissan, segundo a Bloomberg. A família Agnelli, que detém 29% da FCA – através da holding Exor – pretende manter a sua sua ligação à construtora automóvel, adiantaram fontes ligadas ao processo ao jornal Les Echos.

A inclusão do grupo Fiat Chrysler poderá tornar a aliança Renault-Nissan no líder mundial de vendas de automóveis, com mais de 15 milhões de carros ligeiros vendidos anualmente. Em 2018, Renault, Nissan e a Mitsubishi (que juntou-se à aliança em 2016) venderam um total de 10,76 milhões de automóveis, atrás dos grupos Volkswagen e Toyota.

Há ainda outros benefícios: a Renault passaria a ter acesso ao mercado norte-americano e a Fiat Chrysler teriam acesso à tecnologia de carros elétricos desenvolvida em França.

Desde 2014 que o grupo FCA tem procurado novos parceiros na indústria automóvel. Nesse ano, o então presidente executivo, Sergio Marchione, estimou que os grupos automóveis desperdiçam dois mil milhões de euros por semana ao duplicar investimentos que poderiam ser partilhados. Na altura, Renault-Nissan e General Motors eram apontados como potenciais parceiros.

Recentemente, também surgiu a hipótese de a FCA juntar-se ao grupo Peugeot-Citroën, liderado pelo português Carlos Tavares. Mas tal hipótese não chegou a ser concretizada.

As construtoras automóveis estão a sentir-se cada vez mais pressionadas pelos reguladores para acelerarem a redução de emissões, apostar na eletrificação das frotas e ainda desenvolver tecnologia para condução autónoma. Com estas parcerias, as marcas conseguiram poupar custos e chegar a mais consumidores.

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