Herdade de Rio Frio vai ficar em mãos portuguesas por menos de 36 milhões

A melhor proposta entre as oito entregues no concurso para a venda da Herdade é portuguesa. Oferece um pouco menos do que 36 milhões de euros.

Das oito propostas entregues para a compra da Herdade de Rio Frio, do ex-BPN, a melhor é de um concorrente português, que fez uma oferta ligeiramente abaixo do valor da avaliação da propriedade, de 36 milhões de euros.

O concurso para a venda da propriedade de 3.300 hectares arrancou em novembro de 2018 e o relatório do júri deverá ser entregue em breve.

"A Herdade vai ficar em mãos portuguesas. A melhor oferta fica ligeiramente abaixo do valor de avaliação, de 36 milhões de euros", disse fonte próxima do processo. "Na próxima semana deverá ser chamado o vencedor do concurso para a assinatura do contrato de promessa e venda".

A decisão final de venda caberá ao Ministério das Finanças.

Os donos da Herdade, que se situa no concelho de Palmela, são a estatal Parvalorem, gestora dos ativos tóxicos do ex-BPN, e o Millennium bcp. Ficaram com a propriedade na sequência da aprovação dos planos de insolvência de duas sociedades: a Sociedade Agrícola de Rio Frio e a Companhia Agrícola de Rio Frio.

Em causa, estavam créditos num total de 96 milhões de euros. Para gerir a Herdade foi constituída em março de 2018 uma sociedade, a Cold River's Homestead, detida em 50% pela Parvalorem e em 50% pelo BCP.

A compra da Herdade terá lesado o Estado em 70 milhões de euros, entre perdas de créditos e garantias hipotecárias.

Os planos de insolvência foram decididos pela assembleia de credores no Tribunal de Comércio de Setúbal em novembro 2017. A Parvalorem e o BCP eram os maiores credores.

A Herdade não inclui o Palácio de Rio Frio, que se situa num terreno contíguo e está nas mãos do Novo Banco.

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