Híbridos e elétricos mais vendidos que carros a gasóleo em novembro

Enquanto o mercado recuou mais de 20% no último mês, os veículos alternativos estão a ganhar cada vez mais peso nas compras dos consumidores portugueses.

Os portugueses compraram mais carros híbridos e elétricos do que automóveis a gasóleo em novembro. Pela primeira vez, o outrora combustível dominante passou para a terceira posição nas preferências dos consumidores nacionais, segundo os dados revelados esta quarta-feira pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP).

Em causa estão as compras de automóveis ligeiros de passageiros. No último mês, a quota de mercado dos carros a gasóleo foi de 32,4%. Somadas, as vendas de veículos alternativos foram de 32,5% e incluem elétricos, híbridos e GPL. A quota de mercado dos carros a gasolina foi de 35,1%.

Entre os veículos alternativos, destaque para os híbridos plug-in, ou seja, cujo motor elétrico pode ser carregado através de uma tomada. No conjunto, ficaram com 12,7% das vendas de ligeiros de passageiros. Mercedes, BMW e Renault, por esta ordem, são as marcas que dominam esta fatia do mercado, sobretudo na opção a gasolina.

Os híbridos tradicionais - sem tomada exterior - representaram 10,4% do total do mercado. Ford e Toyota dominam este segmento de automóveis.

Os automóveis totalmente elétricos ficaram com uma fatia de 6,9% das compras, com 818 unidades. Trata-se de praticamente o triplo das vendas na comparação com novembro do ano passado, mostrando que estes veículos estão a crescer mesmo em ano de crise. Renault, Nissan e Hyundai foram as três marcas em destaque no último mês.

Nota ainda para os carros a GPL, que ficaram com 2,5% do mercado automóvel.

A ACAP entende o crescimento do peso dos veículos alternativos como uma "evolução do mercado no sentido da descarbonização".

Este crescimento, contudo, pode ficar comprometido em 2021 pelas limitações nos benefícios no imposto sobre veículos (ISV) e da tributação para os automóveis híbridos tradicionais e plug-in. Estas 'ajudas' só irão manter-se para os carros que tiverem mais de 50 quilómetros de autonomia e emitam menos de 50 gramas de CO2/quilómetro.

Nos automóveis híbridos tradicionais, é impossível medir esses valores do módulo elétrico, o que vai levar a uma forte redução da quota de mercado destes veículos em Portugal.

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