Energia

Hidroelétrica da Iberdrola no Brasil começa a funcionar em dezembro

D.R.
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A hidroelétrica tem potencial para produzir 350 megawatt, podendo gerar energia suficiente para abastecer uma cidade de um milhão de habitantes.

A hidroelétrica de Baixo Iguaçu, localizada no sul do Brasil, que foi construída e será operada por um consórcio liderado por uma subsidiária da empresa espanhola Iberdrola, começa a funcionar em dezembro, foi esta sexta-feira anunciado.

Trata-se de um investimentos de 1,6 mil milhões de reais (360 milhões de euros), na construção desta hidroelétrica no estado Paraná, perto da fronteira do Brasil com Argentina e o Paraguai.

A hidroelétrica do Baixo Iguaçu faz parte de um projeto do Brasil para aumentar a utilização de energias renováveis e, neste caso, “visa promover os recursos hídricos do país”.

José de Anchieta dos Santos, diretor presidente do Baixo Iguaçu, disse à Efe que a nova hidroelétrica tem nove portões e três geradores, que começarão a produzir energia em dezembro, com a entrada em operação da primeira turbina.

A hidroelétrica Baixo Iguaçu tem potencial para produzir 350 megawatt (MW), podendo gerar energia suficiente para abastecer uma cidade de um milhão de habitantes.

O consórcio construtor é formado pela empresa pública de energia Copel (30%) e a Neoenergia (70%), maior empresa privada de eletricidade do Brasil que é controlada pela empresa espanhola Iberdrola.

Anchieta dos Santos explicou que “cerca de 4.000 trabalhadores, 70% da população local”, participaram no projeto durante a construção da hidroelétrica, embora, quando estiver finalizado, “a força de trabalho será composta de 60 pessoas”.

Segundo o executivo, o impacto ambiental do sistema foi rigorosamente avaliado durante todo o processo de construção, devido à sua localização a apenas 700 metros do limite do Parque Nacional do Iguaçu e a 174 quilómetros das Cataratas do Iguaçu.

Para atender aos requisitos de licenciamento, o consórcio lançou 37 programas socioambientais, abrangendo vários aspetos, como a geração de emprego local e a proteção ambiental.

“Procuramos amenizar possíveis impactos na área devido à implementação do projeto”, disse Guilherme Miranda de Siqueira, gerente ambiental da hidroelétrica.

Com a construção do projeto, centenas de famílias que viviam nas proximidades da hidroelétrica tiveram que ser realojadas noutros locais.

O consórcio implementou um programa de reassentamento que envolveu a transferência de 600 famílias, num processo realizado “de acordo com o registo oficial de moradores da região de 2012”.

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