têxtil

H&M continua em queda nas vendas. E agora?

People walk past the window of a H&M store in Paris, France, in this August 24, 2015 file photo. Swedish fashion retailer Hennes & Mauritz reported on February 15, 2016 a 7 percent year-on-year rise in January sales in local currencies, in line with a preliminary figure.  REUTERS/Regis Duvignau/Files
People walk past the window of a H&M store in Paris, France, in this August 24, 2015 file photo. Swedish fashion retailer Hennes & Mauritz reported on February 15, 2016 a 7 percent year-on-year rise in January sales in local currencies, in line with a preliminary figure. REUTERS/Regis Duvignau/Files

Próprio CEO da marca admitiu, em frente aos investidores, que não acredita num aumento de vendas este ano, pelo menos nas lojas físicas.

A H&M atravessa a pior fase da sua existência e já não dá para esconder. Esta quarta-feira, o dono da empresa, Stefan Persson, esteve reunido com os investidores em Estocolmo, a quem admitiu não acreditar que a H&M consiga um aumento de vendas este ano. “Alguns estavam confiantes de que lojas tradi ​cionais (comércio de rua) ​crescessem em 2018, mas não”, afirmou o atual CEO, filho do criador da empresa têxtil, citado pelo espanhol El País/Cinco Días.

O impacto desta confissão não tardou em notar-se: ao longo da sessão desta quarta-feira, as perdas da H&M na bolsa chegaram aos 5%.

Uma vez que o negócio das lojas está cada vez menos no topo das prioridades, a empresa vai apostar fortemente nas vendas online, mercado onde o CEO acredita que possa ter resultados minimamente capazes de compensar a constante queda nas vendas a que a H&M tem assistido nos últimos meses. Segundo as previsões de Persson, as vendas pela internet têm margem para crescer até 25% ao longo deste ano, uma vez que, já em 2017, esta parte do negócio representou 12,5% do total de vendas e 22% do lucro que a empresa conseguiu obter. Desta forma, o objetivo da H&M é chegar aos 9.400 milhões de euros em vendas online até 2022, o que, a concretizar-se, será o triplo daquilo que a firma fatura atualmente através nas plataformas digitais.


Leia também O que leva a H&M a fechar 170 lojas este ano?


Esta nova estratégia surge na sequência dos consecutivos maus resultados que a H&M tem apresentado. A marca registou uma queda de 34% das receitas no último trimestre de 2017, o que levou à decisão de encerrar 170 espaços nos “mercados mais evoluídos” e de abrir outros 390 nos chamados “mercados emergentes”. Assim, a têxtil sueca pretende adaptar-se ao novo comércio, isto é, aproveitar os países onde o comércio online não está suficientemente desenvolvido para abrir novos estabelecimentos e, nos países desenvolvidos, trocar as vendas nas lojas pelas encomendas online.

Do plano estratégico da empresa faz também parte um maior foco na linha de roupa low-cost, a Afound, descrita como “uma espécie de outlet”. “Olá, somos a Afound! Vamos dar uma nova vida à moda. Percorremos o mundo à procura de pedras preciosas, selecionamos as nossas favoritas e reduzimos o preço. Alguns poderão chamar-nos outlet, mas outros poderão apelidar-nos de heróis do nosso tempo”, lia-se no texto de apresentação da marca feito no Facebook.

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