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H&M regista maior queda nas vendas em 16 anos

REUTERS Denis Sinyakov

As vendas livres de impostos da H&M caíram 4% para os seis mil milhões de dólares entre setembro e novembro,

A cadeia sueca Hennes & Mauritz (H&M) registou hoje a maior queda nas vendas trimestrais em 16 anos, o que levou já a empresa a anunciar uma travagem a fundo na estratégia de expansão anunciada em setembro e a considerar aumentar o encerramento de lojas, noticiou a Bloomberg. No mesmo dia, as ações da H&M caíram 16%, o valor mais elavado desde março de 2001. Em ciclo contrário, a concorrente espanhola Inditex dá conta de um crescimento na ordem dos 13% em novembro e no início de dezembro.

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As vendas livres de impostos da H&M caíram 4% para os seis mil milhões de dólares entre setembro e novembro, informou o grupo com sede em Estocolmo, um cenário longe das expetativas dos analistas que davam conta de um aumento de 2% nas vendas. Nos últimos 10 anos, a H&M apenas registou um declínio nas vendas em três trimestres, de acordo com os dados recolhidos pela Bloomberg.

Com esta queda de 4%, a H&M registou “muito possivelmente o pior resultado trimestral de sempre em termos de performance de vendas”, considerou o analista Cedric Lecasble, citado pela Bloomberg.

Face a este resultado, o grupo sueco disse hoje que planeia acelerar o plano de transformação para integrar lojas físicas e online, com mais detalhes sobre esta estratégia prometidos para um encontro com investidores que terá lugar a 4 de fevereiro de 2018.

Há cerca de três meses, em setembro, a H&M apresentou planos para a abertura de 385 novas lojas em 2017, incluindo o encerramento de 90 espaços de venda. Da mesma forma, a empresa disse ter como objetivo aumentar as vendas online para um total de 43 mercados a nível mundial até ao final do ano. Por seu lado, a Inditex já vende online em 45 mercados, com serviços de entrega no próprio dia nas principais cidades. Para aumentar o peso do comércio eletrónico, a H&M anunciou uma maior colaboração com a Tmall, do grupo Alibaba, para aumentar a presença das marcas do grupo sueco na plataforma digital chinesa.

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