Cerveja Artesanal

Hoppy House Brewing investe em unidade própria

A Topázio e a Onyx são algumas das marcas já relançadas pela HHP em associação com outros cervejeiros, neste caso com a Praxis, de Coimbra 
D.R.
A Topázio e a Onyx são algumas das marcas já relançadas pela HHP em associação com outros cervejeiros, neste caso com a Praxis, de Coimbra D.R.

Startup de cervejas artesanais da Central de Cervejas espera, até ao fim do ano, poder avançar com uma marca própria desenvolvida internamente

A Hoppy House Brewing, a startup de cervejas artesanais da Sociedade Central de Cervejas, vai, em breve, arrancar com a construção de uma unidade produtiva própria. O objetivo é que, até ao final do ano, a Hoppy House tenha condições de avançar com uma marca de cervejas própria, totalmente desenvolvida de raíz dentro de portas.

Recorde-se que a startup existe há pouco mais de ano e meio mas, para já, apenas centrada no desenvolvimento de parcerias com cervejeiras já instalados, como a Praxis para o relançamento da Topázio e da Onyx, ou a nortenha Post Scriptum Brewery para a criação da Loba Ale. “Acreditamos que até ao final do ano teremos uma unidade produtiva nossa, até porque as obras estão prestes a arrancar, o que permitirá o lançamento de uma marca totalmente criada de raíz e com diferentes variedades de cerveja”, disse, ao Dinheiro Vivo, o diretor de Marketing e Comunicação da Hoppy House Brewing. António Ramalho escusou-se, no entanto, a avançar com os valores de investimento associados ao projeto ou com a capacidade produtiva envolvida.

A HHB nasceu com o propósito de “ajudar a dinamizar o mercado das cervejas artesanais em Portugal”. Começou, em junho de 2017, a Topázio e a Onyx, duas marcas originariamente nascidas em Coimbra e propriedade da Central de Cervejas, mas que haviam sido descontinuadas. Foram relançadas em parceria com a Praxis. “São marcas históricas de Coimbra, não fazia sentido produzi-las fora dali. Até porque a água de Coimbra, um dos ingredientes essenciais da produção de cerveja, é considerada das melhores do país, dado os seus baixos níveis e magnésio e cálcio que a tornam muito leve e ideal para o fabrico de cervejas pilsener e dark lagers como são a Topázio e a Onyx”, explica António Ramalho, diretor de marketing e comunicação da HHB. As receitas originais foram adaptadas para o novo método mais artesanal pelos mestres cervejeiros da Hoppy House Brewing e da Praxis, Diogo Vinagre e Márcio Ferreira.

Seguiu-se, depois, a Lagunitas, que surgiu no mercado em outubro de 2017, embora só tenha sido lançada, oficialmente, em fevereiro de 2018. Esta é uma marca norte-americana que existe no mercado desde 1993, um projeto de Tony Magee, que começou por produzir a Lagunitas em sua casa e vendê-la em bares locais, tendo hoje fábricas em Petaluma (Califórnia), Chicago, Asuza, Charlestown e Seattle. É totalmente detida pela Heineken, grupo a que Magee recorreu para conseguir uma distribuição a nível global. Em Portugal, há duas variedades Lagunitas disponíveis, a tradicional IPA (Indian Pale Ale) com uma taxa de álcool de 6,2% e malte de caramelo, e a Little Sumpin’ Sumpin, rica em cevada e com um teor alcoólico de 7,2%.

A mais recente aposta é a Loba Ale, cerveja distribuída em todo o país, mas com um foco especial na região do Porto, e que pretende “liderar a alcateia das cervejas artesanais”. São três as variedades disponíveis: a Loba Session IPA,, uma cerveja com menos álcool do que as IPA habituais, com, apenas, 4º graus, a Loba Oat Pale Ale, uma cerveja de aveia e malte de aveia, com uma espuma “mais cremosa e um corpo mais leve”, e a Loba Rye Red Ale, a “mais original de todas”, produzida a partir de malte de centeio, que a torna “mais doce e mais licorosa”. O objetivo, reconhece António Ramalho, é sempre” criar variedades que fujam do normal”. A ligação da Loba ao mundo cultural e artístico é outra das apostas, com o Plano B, no Porto, a transformar-se, uma vez por mês, na ‘Toca da Loba’ e a dar palco a artistas menos conhecidos.

António Ramalho acredita que o ‘boom’ das cervejas artesanais é um movimento que veio para ficar. “Neste momento há mais de 110 marcas em Portugal. Todos os dias descobrimos mais uma. E basta olhar para as tendências dos outros países para percebermos que o consumidor está, cada vez, mais aberto a novos estilos de cerveja. E o crescimento turístico foi fundamental para essa transformação”, diz o diretor de Marketing e Comunicação da Hoppy House Brewing. António Ramalho estima que a cerveja artesanal valha já 0,5% do mercado cervejeiro, mas acredita que, em quatro ou cinco anos, essa quota possa, facilmente, triplicar.

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