Prémio Inovação NOS

Hospital de Leiria leva fisioterapia a casa dos doentes

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Hospital de Leiria leva fisioterapia a casa dos doentes

Projeto de tele-reabilitação do Centro Hospitalar de Leiria permite a realização de fisioterapia em casa e resultou de uma parceria com a Sword Health

O Centro Hospitalar de Leiria venceu o Prémio Inovação NOS na categoria de Grandes Empresas. Entre 10 finalistas este foi o candidato escolhido pelo projeto de tele-reabilitação que o hospital está a desenvolver desde março, e que já ajudou na recuperação de 30 utentes, na área da fisioterapia e reabilitação dos membros superiores e inferiores. Deste universo, 88% acabou por superar as metas pretendidas.

O método, considerado inovador, é constituído por uma plataforma digital, com software desenvolvido por um parceiro tecnológico, a startup Sword Health, que permite, por um lado, monitorizar à distância os exercícios de cada paciente e, por outro, ensinar e adaptar os exercícios de fisioterapia num tablet instalado em casa de cada utente.

A decisão de adesão ao programa é opcional e sugerida após o diagnóstico, sinalização do tipo de patologia e referenciação pelo médico fisiatra que acompanha o doente.
A integração do paciente no projeto obedece a várias condições, entre elas, o nível de dor e grau de literacia da pessoa, porque precisa de seguir as instruções do tipo de exercícios exigidos, através do monitor, cumprir tempos, frequências e formas de execução e ir assinalando e validando cada ação que faz.

Durante uma sessão deste tipo de tratamento, são colocados três dispositivos no corpo do paciente, ao nível do tronco, da coxa e do braço, que emitem uma frequência que transmite à plataforma e deixa o registo sobre como a pessoa está a executar cada exercício.

Caso o utente não esteja a realizar o exercício de forma correta, o aparelho avisa, grava o registo e à distância o fisioterapeuta recolhe os dados daquele paciente. Se considerar que há erros a corrigir, desloca-se a casa da pessoa e ajuda-a a fazer as respetivas correções.

Este projeto já abrange as unidades de saúde da Batalha e de Pombal, além de Leiria, revela Alexandra Borges, vogal executiva do conselho de administração do Centro Hospitalar de Leiria, adiantando que a ideia nasceu a partir de um desafio lançado em 2017, pelo ministério da Saúde, para que hospitais e serviços apresentassem projetos que integrassem e articulassem cuidados hospitalares com cuidados de saúde primários e que, de algum modo, fossem inovadores e facilitassem a vida ao utente.
Com base neste princípio, o centro hospitalar de Leiria delineou este projeto, em conjunto com os seus parceiros institucionais e uma empresa da área da tecnologia, a Sword Health, que acabara de desenvolver uma solução inovadora, mas que nunca tinha testado em ambiente hospitalar.

O projeto teve um orçamento na ordem dos 160 mil euros, aprovado e financiado pelo ministério da Saúde em 85%, sendo os restantes 15% suportados pela parte hospitalar e cuidados de saúde primários. “Houve um financiamento que também deu um input bom para um projeto que decorre durante um ano e meio e que tem que ser sustentável após terminar este financiamento”, afirma Alexandra Borges.
O projeto começou em março, e oito em cada 10 utentes dizem-se satisfeitos com o serviço prestado desta forma.

Ao todo, 50 pessoas, a maioria idosos com mais de 60 anos, já concluíram os respetivos tratamentos. Agora, a unidade hospitalar espera até ao final do ano integrar mais 300 utentes neste programa inovador de reabilitação.

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