Telecomunicações

Huawei: Anacom diz que não tem indícios “para ter preocupação”

A Nova Zelândia proibiu a importação de equipamentos 5G da Huawei alegando haver "riscos de segurança significativos".

O regulador português das telecomunicações, a Anacom, não tem indícios “para ter preocupação específica” sobre o fabricante chinês Huawei, nomeadamente no que toca a alegados riscos de segurança em torno de equipamentos para redes móveis de quinta geração (5G), mas está a acompanhar o tema.

O comissário europeu com a pasta da tecnologia, Andrus Ansip, alertou que a União Europeia deve preocupar-se com a Huawei e outras tecnológicas chinesas devido ao risco que colocam à segurança e ao setor tecnológico europeus.

Vários países têm mostrado preocupação de que equipamentos tecnológicos estejam a servir para espiar e que as tecnológicas chinesas estejam a ser obrigadas a cooperar com os serviços secretos da China, no acesso a dados encriptados.

A Nova Zelândia proibiu a importação de equipamentos 5G da Huawei alegando haver “riscos de segurança significativos”.

Em paralelo, uma executiva de topo da Huawei foi detida no Canadá no âmbito de uma investigação a alegada fraude bancária.

A Huawei já negou que os seus equipamentos sejam um risco em termos de segurança.

“Esse é um problema muito sério. Não temos nenhum indício para ter uma preocupação específica”, afirmou João Cadete de Matos, presidente da Anacom-Autoridade Nacional das Comunicações, num encontro com jornalistas.

Tanto a Altice como a Vodafone afirmaram aos media, não ter preocupações com a Huawei.

Portugal tem em curso um plano para a transição para a tecnologia 5G – quinta geração móvel – que permite a oferta de serviços móveis com maiores velocidades. O objetivo é ter a tecnologia a funcionar no país em 2020 mas ainda não está definido se a atribuição de frequências aos operadores será feita por leilão ou concurso ou se poderá haver partilha de rede.

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