Tecnologia

Huawei cria em Portugal centro de serviços 4G e 5G para servir Europa

Foto: REUTERS/Francois Lenoir
Foto: REUTERS/Francois Lenoir

Centro irá funcionar na sede da Huawei, no Parque das Nações, estando a decorrer as obras para acolher o novo espaço.

A Huawei prepara-se para abrir em setembro um centro regional de suporte ao 4G e 5G em Portugal, anunciou Tony Li, CEO da Huawei Portugal, num encontro com jornalistas, esta quinta-feira em Lisboa.

O centro irá funcionar na sede da Huawei, no Parque das Nações, estando a decorrer as obras para acolher o novo espaço, para o qual estão a ser contratados 30 engenheiros, elevando para 150 o número de colaboradores da tecnológica chinesa no país.

O centro irá prestar suporte à otimização de redes 4G e 5G em vários mercados europeus, como Inglaterra ou Alemanha, explicou Samuel Ferreira, responsável da área wireless da Huawei Portugal.

O centro é único nesta aérea especifica a nível europeu e o primeiro da Huawei em Portugal. A empresa não adiantou valores de investimento no mesmo, nem expectativas de crescimento para este ano.

“Seguramente iremos crescer”, garante Tony Li.

A empresa desvalorizou o impacto da inclusão da companhia numa lista pela administração Trump, limitando a colaboração de empresas norte-americanas como a Google, na operação em Portugal.

Crescimento de 25%

“Depois de duas semanas, recuperámos o nosso desempenho”, adianta Tiago Flores, diretor da área de consumo da Huawei Portugal. No primeiro semestre a empresa teve um crescimento de 25% na área de consumo. “Iremos continuar a crescer, acima do mercado em Portugal”, frisa, sem precisar valores.

Em Portugal, a empresa fechou o ano passado com receitas de 235 milhões, uma subida face aos 180 milhões em 2017. “O investimento subiu 40%”, diz Tony Li, referindo-se ao investimento, impostos pagos e compras a fornecedores locais, tendo a empresa tido um impacto económico no país de 159 milhões o ano passado.

Tony Li também desvalorizou o impacto das alegações feitas pelos Estados Unidos de falta de segurança nas redes 5G com equipamento da empresa.

“Não sentimos nenhum impacto”, assegura o CEO, referindo-se aos operadores nacionais. A empresa tem parcerias com a Altice e Nos.

“Se tivéssemos um problema de segurança não teríamos a confiança dos operadores”, reforça Diogo Madeira, diretor de comunicação da empresa. “Não há provas de falta de segurança da Huawei. A nossa porta da frente de casa está sempre aberta, não temos portas escondidas”, diz.

Globalmente a empresa já tem fechados 50 contratos com operadoras em todo o mundo, 28 dos quais na Europa, e 150 mil estações 5 G instaladas.

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