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Huawei diz que notícia do WSJ é “baseada em informações falsas”

Ren Zhengfei, fundador e CEO da Huawei.  REUTERS/Aly Song/File Photo
Ren Zhengfei, fundador e CEO da Huawei. REUTERS/Aly Song/File Photo

Jornal norte-americano escreveu na edição desta quarta-feira que o Governo chinês promoveu a ascensão global da Huawei com apoios na ordem de cerca de 68 mil milhões de euros.

A Huawei reagiu, em comunicado, à notícia do jornal norte-americano WSJ, dizendo que “o artigo publicado pelo The Wall Street Journal é baseado em informações falsas e sem lógica. O artigo especula sobre a forma como a Huawei se tornou no que é hoje. No entanto, a verdade é que o sucesso da Huawei resulta de 30 anos de investimentos avultados em Investigação e Desenvolvimento (I&D), com foco nas necessidades dos clientes, e da dedicação de mais de 190.000 colaboradores”.

A empresa põe em causa as motivações do jornal com a notícia que publicou na edição desta quarta-feira. “O The Wall Street Journal (WSJ) é um meio de comunicação profissional, sendo por isso necessário questionar os motivos e propósito que levaram o meio a publicar este artigo.”

A fabricante chinesa de telemóveis afirma que “o relacionamento da Huawei com o governo chinês não é diferente de qualquer outra empresa privada que opera na China. Tal como outras empresas de tecnologia que atuam no país, incluindo as estrangeiras, a Huawei pode ter acesso a alguns programas de incentivos. Contudo, nunca recebemos nenhum tratamento adicional ou especial”, assegura.

E diz mais, explicando que “o facto é que todas as empresas de tecnologia que operam na China têm direito a determinados subsídios do governo, desde que respeitem certas condições. Isso inclui empresas de tecnologia que vêm do exterior. Os subsídios fornecidos às empresas de tecnologia são usados principalmente para apoiar programas de investigação. A Huawei utiliza esses subsídios como qualquer outra empresa, o que não é de estranhar, uma vez que, tal como o próprio artigo refere, é comum que os governos, também no ocidente, ofereçam subsídios para apoiar programas de pesquisa tecnológica das empresas”.

Na última década os subsídios recebidos para I&D, com origem na China e fora, “representou menos de 0,3% da nossa receita total. Em 2018, recebemos apenas um valor igual a 0,2% da nossa receita anual”, informa a Huawei. Nos últimos 30 anos, a empresa diz que investiu 10% a 15% da receita anual em I&D, “quase aos 73 mil milhões de dólares. Segundo o Painel de Investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento Industrial da União Europeia de 2018, só nesse ano, o nosso investimento em I&D atingiu 15 mil milhões de dólares, tornando a Huawei no quinto maior investidor em I&D do mundo. Este facto coloca a Huawei acima da Cisco, Nokia e Ericsson, que ficaram em 25º, 27º e 43º lugar, respetivamente”, avança ainda a empresa chinesa, no mesmo comunicado.

A fabricante de telemóveis, liderada por Ren Zhengfei, fundador e CEO, destaca ainda o trabalho feito na área do 5G. “De 2009 a 2019, a Huawei investiu mais de 4 mil milhões de dólares em 5G, um valor superior ao investimento total em 5G dos principais fornecedores de equipamento dos Estados Unidos e da Europa em conjunto. Estes investimentos avultados impulsionaram a inovação e o desenvolvimento da Huawei, e são um fator-chave para o nosso sucesso”.

A gigante chinesa acusa o WSJ de publicar “vários artigos dissimulados e irrefletidos sobre a Huawei”, que afetam “seriamente” a sua reputação, e que tomará medidas legais para proteger a sua reputação.

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