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IBM quer pôr tecnologia de computação quântica no mercado global

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A gigante tecnológica vai permitir a clientes interessados aceder às suas pesquisas e aprender a programar sistemas experimentais.

Com a computação quântica, as empresas dão um passo gigante em direção ao futuro – acelerando de forma significativa todos os processos tecnológicos. Os qubits (bits quânticos) conseguem representar simultaneamente o 0 e o 1, algo que as atuais máquinas em sistema binário não são capazes de fazer, o que permite fazer cálculos muito mais complexos.

Apesar de a investigação em tecnologia quântica já ter largos anos e de várias empresas e organizações, como a Microsoft e a NASA, já estarem em fases avançadas de pesquisa, os especialistas acreditavam que a comercialização global destes sistemas só seria possível daqui a largos anos. Contudo, a IBM pode ter agilizado a situação.

A gigante tecnológica está a ponderar comercializar em larga escala a computação quântica, permitindo a clientes interessados aceder às suas pesquisas e aprender a programar sistemas experimentais, indica o Financial Times. A IBM torna-se assim a primeira companhia a tentar obter receitas diretamente da investigação quântica.

A ideia não é criar máquinas a operar totalmente com esta tecnologia, mas introduzir pequenos processos quânticos nos computadores clássicos, o que já permitirá uma grande aceleração das operações tradicionais. “Pequenos melhoramentos poderão ser altamente valorizados. Um Fundo de Cobertura com uma otimização de 3% ou de 5% representa muito dinheiro”, indicam os responsáveis da IBM.

Numa primeira fase, a companhia dará acesso a clientes, ao longo deste ano, a sistemas experimentais, sem intenção comercial. Mais tarde, a ideia será sistematizar os processos. “Estamos numa altura em que vamos passar de uma investigação recreativa até ao ponto em que queremos realmente olhar para isto de um ponto de vista comercial,” indicou Scott Crowder, responsável do departamento de tecnologia da IBM.

Atualmente, só a empresa canadiana D-Wave comercializa computação quântica, mas fá-lo pontualmente, com um pequeno leque de sistemas, e para um pequeno grupo de clientes, nos quais se inclui a Google e a NASA. A IBM quer que a investigação quântica seja mais abrangente, tanto na utilização como no leque de utilizadores.

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