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IKEA acusada de não respeitar direitos dos trabalhadores em três países

IKEA

Os sindicatos acusam a IKEA de não respeitar leis laborais nos EUA, Irlanda e Portugal. A IKEA já respondeu às acusações.

A UNI Global Union, sindicato de trabalhadores internacional, em conjunto com os sindicatos de Portugal, Irlanda e Estados Unidos, acusam a IKEA de “desenvolver estratégias sofisticadas para impedir os trabalhadores de integrar ou criar sindicatos”. A IKEA responde às acusações e garante que “respeita a livre escolha dos colaboradores para aderirem, ou não, a uma associação ou sindicato”.

A carta conjunta foi enviada ao governo holandês, onde tem sede a holding Ingka. A mediação com o governo holandês poderá “resolver os conflitos e criar condições para os empregados “a mediação poderá resolver os conflitos e criar condições para que os trabalhadores possam exercer o seu direito à livre associação”, referem os sindicatos.

“Os gestores da empresa ignoraram, repetidamente, os vários avisos que os trabalhadores e os sindicatos foram fazendo relativamente a violações dos seus direitos nas várias lojas por todo o mundo”, sublinha Hoffman, secretário-geral da UNI Global Union, citado pela Reuters.

A IKEA respondeu às acusações e garante estar comprometida em “ser uma excelente empresa para trabalhar”. No comunicado, enviado ao Dinheiro Vivo, a IKEA acrescenta que apesar de respeitar o livre arbítrio dos trabalhadores, a empresa sueca garante que “não interferirá com nenhuma posição, nem dará preferência a qualquer associação”.

“Somos responsáveis pelo bem-estar dos nossos colaboradores, preocupamo-nos uns com os outros e queremos que todos se sintam valorizados. Promovemos um diálogo aberto, honesto e direto, entre todos os colaboradores, incluindo o diálogo com as chefias diretas. A nossa cultura e valores serão sempre a base e a força de tudo o que fazemos e de como o fazemos, tendo sempre em consideração o interesse dos nossos colaboradores”, lê-se no mesmo comunicado.

Além disso, a IKEA sublinha ainda que, apesar de respeitar a livre escolha dos trabalhadores, “não interferirá com nenhuma posição, nem dará preferência a qualquer associação”.

A mediação com o governo holandês poderá “resolver os conflitos e criar condições para os empregados “a mediação poderá resolver os conflitos e criar condições para que os trabalhadores possam exercer o seu direito à livre associação”, referem os sindicatos.

Em Portugal a carta foi assinada pelo Sindicato dos Trabalhadores e Técnicos de Serviços (SITESE), pelo WFCW dos Estados Unidos e pela holandesa FNV.

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